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Política Educação é a única área da gestão Lula com saldo positivo, e combate à inflação é a pior, aponta Ipec

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Lula tem feito reuniões com base ministerial para traçar estratégias para diminuir a queda de sua popularidade.

Foto: Marcelo Camargo/ABr
Lula falou de críticas a gastos públicos, relator da Reforma Tributária e do presidente do Banco Central. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Em um momento no qual o governo de Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta baixa popularidade, dados de nova pesquisa do Ipec mostram que, dentre oito áreas da gestão petista, apenas a educação obtém mais avaliações positivas do que negativas. Já em relação aos demais segmentos, os que mais se revelam como pontos de atenção para o Palácio do Planalto são o controle da inflação, a segurança pública, a saúde e o combate ao desemprego.

A atuação do governo na área da educação tem resultados considerados “bons” ou “ótimos” por 38% da população, contra 31% que os avaliam como “ruins” ou “péssimos”. São 28% os que classificam os esforços do Executivo federal nesse aspecto como “regulares”.

A área comandada pelo ministro Camilo Santana tem a seu favor o programa Pé-de-Meia, que dá incentivo financeiro a alunos matriculados no ensino médio e já se posta como uma das principais marcas do terceiro mandato de Lula na Presidência. O programa beneficia a população de baixa renda, justamente o grupo que melhor avalia a gestão da educação: entre quem vive com até um salário mínimo por mês, 50% aprovam os rumos do país na área, enquanto 25% reprovam.

Inflação

Já a abordagem do governo frente ao aumento dos preços é “ruim” ou “péssima” para 46% dos entrevistados, o dobro do percentual dos que a consideram “boa” ou “ótima” (23%). Outros 28% disseram avaliar o desempenho do Executivo federal como “regular”.

A despeito de a inflação oficial acumulada nos últimos 12 meses (de 3,93% até março) estar abaixo do teto da meta, a percepção de que serviços e produtos estão mais caros permeia todos os estratos da população. Dentre os mais ricos, que ganham acima de cinco salários mínimos por mês, 59% acham que o governo vai mal no controle da inflação. A taxa é menor entre os mais pobres (37%), mas mesmo nesse grupo a insatisfação também supera o percentual dos que veem um “bom” ou “ótimo” desempenho do governo.

Segurança e Saúde

A crise de imagem, decorrente da fuga de dois presos (só recapturados após 51 dias) da Penitenciária Federal de Mossoró, na segurança pública é mal avaliada por 42% dos brasileiros. É o mesmo percentual dos que consideram “ruim” ou “péssima” a atuação do governo na saúde, área comandada pela ministra Nísia Trindade – que enfrenta uma epidemia de dengue e é hoje o principal alvo do Centrão na Esplanada.

Os novos resultados aferidos pelo Ipec se somam a uma maré ruim para o governo Lula em termos de aprovação popular. A pesquisa de março feita pelo instituto que sucedeu o Ibope mostrou que, pela primeira vez desde a posse do petista, a parcela dos brasileiros que aprovam a atual gestão (33%) equivale estatisticamente à dos que o reprovam (32%).

O otimismo dos brasileiros em relação à economia do País, mostra o Ipec, já foi maior. Hoje, 40% das pessoas acham que a situação econômica estará melhor daqui a seis meses, enquanto 31% são pessimistas quanto a isso. Quando o mesmo questionamento foi feito em setembro do ano passado, 51% diziam acreditar na melhora, contra 27% que projetavam piora.

Os preços dos alimentos são, ao lado das contas de consumo, os que mais assustam a população. Para 79% dos entrevistados, o custo da comida aumentou nos últimos meses, enquanto 76% dizem que o valor da fatura da água, da luz ou do gás subiu. Também há percepção majoritária de que houve alta nos preços de combustíveis e aluguéis recentemente.

Essa percepção negativa em relação à trajetória dos preços surte efeitos práticos na hora de fazer a economia girar. Segundo o Ipec, 89% dos brasileiros dizem que agora pesquisam mais os preços antes de fazer compras, e 61% afirmam que adiaram planos mais caros nos últimos meses. Dois terços (69%) também declaram ter trocado produtos que costumavam comprar por outros mais baratos.

O Ipec entrevistou 2 mil eleitores de 129 municípios entre 4 e 8 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos, para um nível de confiança de 95%.

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6 Comentários
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Jorge Bressan
21 de abril de 2024 14:04

Com certeza militantes.

Fernando Krause
21 de abril de 2024 13:19

Governo que paga para jovens e adolescentes estudarem vai formar bons profissionais? Ou militantes partidários da extrema esquerda…
Isso é a praga do lulopetismo!

Andre Palo
21 de abril de 2024 13:24

Brasília é Comunista? : BRSILIA CONSTRUIDA COMO PARTE DA ESTRATEGIA PARA IMPLANTAR O COMUNISMO…..A decadas lutamos contra…e agora caimos…
https://www.reddit.com › brasilivre › comments › brasíl…
28 de set. de 2022 — Brasília foi construída pra impedir manifestações maiores do que as que nós já tivemos. Foi feita pra abrigar os covardes no poder, fugindo …

Andre Palo
21 de abril de 2024 13:26

O ladrão esta no poder a 22 anos…e este é o resultado….FRACASSO EM TUDO POR ONDE PASSA.

Brasil é o terceiro pior entre 42 países, segundo relatório …

https://jornal.usp.br › Rádio USP
26 de set. de 2023 — Brasil é o terceiro pior entre 42 países, segundo relatório da OCDE sobre educação. O Brasil investe US$ 3 mil por aluno na educação pública …

Carlos Alberto Pugliese
21 de abril de 2024 17:28

Governo de bosta, gasta com cama de R$ 60,000, viagens pro exterior, sapato de R$ 10.000, o resto do povo pobre que se dane e coma abóbora porque picanha é só em foto de supermercado

Jorge Schröder
21 de abril de 2024 22:14

Se o IPEC viesse a Santa Catarina veria que a desaprovação do cachaça é de mais de 90%.

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