Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de fevereiro de 2018
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A eleição ontem do deputado Marlon Santos (PDT) para a presidência da Assembleia Legislativa poderá ser a última que cumpre um acordo de caciques dos partidos e que já vigora há mais de duas décadas. Já antes da eleição de Edegar Pretto (PT), chegou a ser esboçada uma movimentação para o enfrentamento em plenário com uma chapa alternativa, mas a manobra acabou dissuadida em nome do acordo. A legislatura que se iniciará em 2019, com deputados eleitos em 2018, poderá marcar o retorno da disputa de chapas em plenário.
Força misteriosa mantém acordo
A força do acordo é tão forte que a maioria dos atuais deputados não participou da sua elaboração. Quanto tomaram posse, já encontraram este acordo feito ainda antes das eleições pelos caciques dos partidos.
Disputa livre valoriza bancadas menores
A insatisfação é muito grande entre bancadas importantes, mas sem relevância no contexto da formação das chapas. É o caso do PSDB e PTB, que somados, possuem 9 deputados.
Cúpula do Legislativo é da oposição
Toda a cúpula do Legislativo eleita ontem é integrada, exclusivamente, por deputados da oposição ao governo. O presidente, Marlon Santos (PDT), e os vice-presidentes, Juliano Rosso (PCdoB) ,e Nelsinho Metalúrgico (PT) integram partidos que hoje integram o bloco de oposição e seus partidos somam 20 deputados.
Especulação tem fundamento
A especulação feita ontem pelo líder do governo, deputado Gabriel Souza (MDB), de que o atual acordo para eleição dos presidentes do Legislativo pode estar no fim tem fundamento. Ele próprio não participou desse acordo.
Como seria sem o acordo
Sem o acordo, assumiria a presidência do Legislativo uma chapa que tivesse 28 votos dos 55 deputados.
A aposta do PDT
O PDT gaúcho tem convicção em duas apostas para 2019: Marlon Santos como deputado federal, liderando uma grande bancada, e Jairo Jorge para o governo do Estado.
Agrado aos presidentes
Mesmo divergindo do ex-presidente Edegar Pretto, ainda assim o governador José Ivo Sartori promoveu um movimento para que ele assumisse interinamente o governo do Estado no Natal passado. Sartori já fizera a mesma gentileza com os deputados Edison Brum (MDB) e com Silvana Covatti (PP).
Tarso excluiu o PDT
No governo passado, Tarso Genro fez a mesma gentileza com os ex-presidentes Adão Villaverde (PT), Pedro Westphalen (PP) e Alexandre Postal (MDB). Apenas com Gilmar Sossela (PDT) não teve a mesma deferência.
Ex-governadores ausentes
A cerimônia de ontem, de eleição e posse do deputado Marlon Santos teve a ausência da maioria dos ex-governadores. Apenas a ex-governadora Yeda Crusius (PSDB), atual deputada federal, esteve presente. O próprio governador José Ivo Sartori, em licença para uma viagem a Santa Catarina, não compareceu. Alceu Collares, Jair Soares, Pedro Simon, Olívio Dutra e Tarso Genro não apareceram.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Os comentários estão desativados.