Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2020

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Capa – Caderno 1 Eleição na Nigéria é adiada horas antes do início da votação

Marcada inicialmente para este sábado, escolha do presidente da maior democracia da África ficou para o dia 23 de fevereiro. (Foto: Divulgação)

A comissão eleitoral da Nigéria informou na madrugada deste sábado (16) que a eleição presidencial que começaria em poucas horas está adiada para 23 de fevereiro. O motivo, segundo a comissão, são “desafios” não especificados, em meio a relatos de que cédulas de votação não chegaram a todas as regiões do país, a maior democracia da África.

O presidente da comissão eleitoral, Mahmood Yakubu, falou aos repórteres a pouco mais de cinco horas da abertura das urnas. A comissão prometeu apresentar mais detalhes às 14h (11h, em Brasília), na capital Abuja. Segundo a agência Associated Press, Yakubu disse que “esta foi uma decisão difícil de tomar, mas necessária para o sucesso das eleições e a consolidação da nossa democracia”. Em 2015, a Nigéria atrasou a eleição por seis semanas sob insegurança.

Candidatos

Maior democracia da África e com uma população muito jovem, a Nigéria tem na disputa eleitoral dois septuagenários como protagonistas: o presidente Muhammadu Buhari, que tenta a reeleição, e o opositor Atiku Abubakar.

No país, onde 51% dos habitantes têm entre 18 e 35 anos, Buhari e Abubakar, os dois principais candidatos à Presidência, são duas personalidades muito conhecidas na política nacional.

Buhari, do Congresso de Todos os Progressistas (APC), e Abubakar, do Partido Democrático Popular (PDP), acumulam, juntos, nove tentativas de chegar à chefia do governo: será a quinta vez para Buhari, de 76 anos, e a quarta para Abubakar, de 72.

O presidente é um ex-general que já liderou o país entre dezembro de 1983 e agosto de 1985 após um golpe de Estado, e que se orgulha de levantar a bandeira anticorrupção. Abubakar, por sua vez, é um rico homem de negócios que foi vice-presidente do país (de 1999 a 2007) e sobre o qual pesam acusações de corrupção, além de ter passado por vários partidos políticos, incluindo os dois principais.

Ambos concorrem também contra 71 candidatos, entre os quais estava, até desistir da corrida eleitoral, há algumas semanas, Oby Ezekwesili, co-fundadora do movimento “Bring Back Our Girls” (“Devolvam as nossas meninas”) de libertação das mais de 100 jovens sequestradas pelo grupo jihadista Boko Haram em 2014 em Chibok.

Mas, com um sistema eleitoral no qual um candidato só precisa de uma maioria simples de 25% dos votos em pelo menos dois terços dos 36 estados da Nigéria, é muito difícil que o próximo presidente não seja um destes dois septuagenários, que governarão durante quatro anos um país no qual a idade média da população é de 18 anos.

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