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Política Eleito presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira defende a vacinação e o equilíbrio das contas públicas

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Comitê para jornalistas será transferido para área sem acesso ao plenário. (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

Minutos depois de ter sido eleito presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL) defendeu em discurso de posse na noite desta segunda-feira (1º) a vacinação da população contra a Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, e o equilíbrio nas contas públicas.

Lira se elegeu ao vencer a eleição em primeiro turno, com 302 votos dentre 505 deputados votantes. Apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, ele teve mais que o dobro dos votos de Baleia Rossi (MDB-SP), cuja candidatura, patrocinada pelo antecessor de Lira, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebeu 145 votos.

“Temos que examinar como fortalecer nossa rede de proteção social. Temos que vacinar, vacinar, vacinar o nosso povo. Temos que buscar o equilíbrio das nossas contas públicas”, disse Arthur Lira.

Lira afirmou ainda que irá procurar o também recém-eleito presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para articular a votação de uma pauta emergencial.

“Irei propor ao novo presidente do Senado, neste caso já eleito também, o senador Rodrigo Pacheco, de Minas Gerais, a quem parabenizo, uma ideia geral, que chamo de pauta emergencial, vejam bem, pauta emergencial, para encaminharmos os temas urgentes”, afirmou.

Lira lamentou as mortes em razão da pandemia do novo coronavírus, que classificou de “a mais cruel, devastadora e feroz” e disse que os poderes da República deveriam atuar com harmonia para lidar com o enfrentamento da doença.

“O povo sofre com seus efeitos e mais do que nunca precisa que os poderes da República atuem com harmonia (…), sem abrir mão da sua independência”, afirmou.

Dirigindo-se aos demais deputados, Lira ressaltou que pretende exercer a presidência da Câmara com “neutralidade”.

“A presidência deve ter neutralidade, deve ser equidistante. A cadeira [do presidente no plenário] é giratória para que seu ocupante seja capaz de olhar para o centro, para a direita e para a esquerda”, disse.

Em seu discurso antes da votação, sem citar Rodrigo Maia expressamente, Arthur Lira fez diversas referências a como pretende se destacar de seu potencial antecessor. Disse que a Câmara não pode “continuar sendo a Câmara do ‘eu'” e deve ser a “Câmara do ‘nós'”. Frisou que deputados não podem ser “subalternos” à vontade de apenas uma pessoa, e que o poder deve ser distribuído.

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