Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de junho de 2020
O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus destacou nesta sexta-feira (19), que a pandemia da Covid-19 ainda é grave. Durante entrevista coletiva, ele afirmou que apenas na quinta (18), foram reportados à entidade mais de 150 mil novos casos da doença, um recorde diário.
“Quase a metade desses casos foram reportados das Américas, com grandes números também informados do sul da Ásia e do Oriente Médio”, disse.
Na avaliação de Ghebreyesus, o mundo agora está “em uma fase nova e perigosa”.
Segundo ele, muitas pessoas já estão cansadas de ficar em suas casas, enquanto os países “compreensivelmente” querem o mais rápido possível reabrir suas economias. “Mas o vírus ainda se dissemina rápido, ainda é mortífero e a maioria das pessoas ainda é suscetível”, alertou. “Nós pedimos que todos os países e todas as pessoas exerçam vigilância extrema”, disse, citando medidas como o distanciamento físico, que as pessoas doentes não saiam de casa, que protejam a boca ao espirrar ou tossir.
Além disso, voltou a pedir que as pessoas usem máscaras “quando apropriado” e mantenham a limpeza das mãos. Para os países, pediu que continue o foco em encontrar, isolar, testar e tratar os casos da doença, além de rastrear os contatos dos doentes e fazer com que eles também passem por uma quarentena.
O diretor-geral da OMS também destacou que, durante o desenrolar da pandemia, os mais vulneráveis sofrem mais. Nesta sexta, a entidade e autoridades convidadas falaram sobre o impacto específico da doença sobre os refugiados, na véspera do Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho.
Brasil
O Brasil bateu a marca de 1 milhão de casos confirmados, chegando a 1.032.913 confirmações. Segundo balanço diário do Ministério da Saúde divulgado nesta sexta, com 54.771 novos casos, o País chegou a 1,03 milhão de pessoas infectadas. O número marca um aumento de 5,5% em relação a quinta, quando o ministério contabilizava 978.142 pacientes nesta condição.
A atualização da pasta também registrou 1.206 novas mortes registradas em função da Covid-19. Com esses acréscimos às estatísticas, o País chegou a 48.954 óbitos em função da pandemia do novo coronavírus. O número marcou um crescimento de 2,5% no número de mortes em relação ao dia anterior, quando o total estava em 47.748.
Os registros são menores aos domingos e segundas-feiras em função da dificuldade de alimentação dos dados aos fins-de-semana, e quantidades maiores às terças-feiras, em razão do acúmulo de notificações atualizadas no sistema.
A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 4,7%. A mortalidade (falecimentos por 100.000 habitantes) foi de 23,3. Já a incidência (casos confirmados por 100.000 habitantes) ficou em 491,5. Do total, 476.759 estão em observação e 507.200 foram recuperados.
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