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Colunistas Em ano eleitoral é assim

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A urna eleitoral, sendo eletrônica ou não, representa o momento do dever cívico da cidadania. (Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Em breve, teremos em cartaz a versão 2026 da temporada de promessas dos candidatos aos cargos do Executivo e Legislativo.

Será preciso avaliar bem as propostas, pois muitos seguem as artimanhas da política de prometer o impossível e dizer o que o eleitor gosta de ouvir.

São estratégias semelhantes, com algumas pequenas variações de ênfase em temas de grande interesse, o que requer dos eleitores um “feeling” aguçado para não cair em promessas impossíveis.

A temporada de “caça ao eleitor” vai abrir em breve: apertos de mão do nada, um afago, o sorriso largo (do candidato e o seu, de preferência) e, é claro, não pode faltar a foto fazendo o “joinha” para a confirmação do precioso voto.

Candidatos saem a campo garimpando eleitores com todo tipo de promessas, sendo muitas delas impossíveis, tanto pela técnica como do ponto de vista legal. Porém, faz parte do repertório prometer ilusões: legítimo vale-tudo!

Nas leis, as falsas promessas (art. 171 do Código Penal), ou seja, enganar ou obter vantagens em negócios, relacionamentos amorosos, sorteios e marketing, configuram crime de estelionato.

Ao que parece, e na prática das campanhas políticas, a mentira faz parte do jogo.

A movimentação é enorme. Vai desde comer pastel de beira de estrada, beijar criança ranhenta, participar de eventos, quermesses de bairro, chá em clube de mães, futebol de várzea, encontro em associações empresariais. É a regra, a legítima gincana pelo voto!

Portanto, os eleitores devem estar preparados para a tarefa de separação do “joio do trigo”, o que não será fácil.

No rol das surpresas do ano está o lançamento, pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de boneco (gimmick) caracterizado como urna eleitoral com rostinho alegre de criança.

O nome do mascote? Pilili.

Representação do som da urna ao final da votação.

Mais essa!

Se já não bastasse o besteirol e os assédios de candidatos oportunistas, estamos agora diante da infantilização da urna de votação.

A urna eleitoral, sendo eletrônica ou não, representa o momento do dever cívico da cidadania. Não se deveria fazer disto uma brincadeira.

As urnas são um instrumento quase sagrado de acolhimento da vontade da sociedade, que se manifesta democraticamente. Não cabe nada de lúdico com as urnas.

A comemoração dos 30 anos da urna eletrônica deveria seguir um rito de seriedade e sobriedade. É a minha opinião.

As eleições deste ano certamente serão muitas emoções, seja no antes, no durante e no depois.

Candidatos podem brincar com situações, é da política, mas o Estado deve manter a seriedade com os seus deveres na condução da credibilidade do principal instrumento da democracia e do respeito do cidadão com a instituição.

Recordemos a sabedoria de Santo Agostinho:

“Preocupa-te se a árvore da tua vida tem galhos apodrecidos? Não percas tempo: cuida bem da raiz e não terá que andar pelos galhos.”

A metáfora mostra a importância de manter a essência e não as aparências.

Voto é consciência, é dever cívico, requer responsabilidade na capacidade de escolha consciente, e isso é tema para adultos.

* Rogério Pons da Silva – jornalista e empresário (Contato: rponsdasilva@gmail.com)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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Clori Teixeira da Cunha
10 de maio de 2026 09:26

Será que ainda existe alguém que acredita em promessas de candidatos políticos?
As chances de realização tem as mesmas probabilidades de se ganhar na mega sena.

Paulo Silveira
10 de maio de 2026 08:49

” Se não bastasse o besteirol…”
Resumiu tudo.
E o povo continua acreditando.
Até quando?

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