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Economia Em cenário de incertezas, empresas listadas na Bolsa brasileira perderam 101 bilhões de reais em valor de mercado na semana que passou

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Mercado financeiro tem reagido muito mal aos movimento da equipe econômica. (Foto: Agência Brasil)

As empresas de capital aberto da Bolsa de Valores brasileira, a B3, perderam mais de R$ 89 bilhões em valor de mercado apenas na última sexta-feira (17), segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica. No acumulado da semana, o recuo foi de R$ 101 bilhões.

O principal índice de ações da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, fechou em forte queda de 2,07%, aos 111.439 pontos, após o governo elevar o IOF para financiar novo Bolsa Família e em meio ao tombo do minério de ferro.

Os investidores da Petrobras perderam R$ 15,6 bilhões na última sexta-feira (17) e R$ 6,5 bilhões na semana.

A segunda empresa com maior queda em valor de mercado foi a Vale: com R$ 8,96 bilhões em queda diária e R$ 43,6 bilhões na semana.

Em seguida, está o Itaú que registrou uma perda de R$ 9,4 bilhões na sexta e R$ 6,8 bilhões na semana.

“Devido à queda do valor de mercado da Vale, o Mercado Livre se tornou a maior empresa da América Latina desde setembro. A Vale tem US$ 81,7 bilhões em valor de mercado e o Mercado Livre, US$ 93,3 bilhões”, disse Einar Rivero, gerente comercial da Economatica.

Cenário

O governo federal elevou IOF para financiar novo Bolsa Família. O aumento vale até 31 de dezembro e deve arrecadar R$ 2,14 bi em 2021. Com o decreto, a alíquota diária do IOF sobre empréstimos passará de 1,50% ao ano para 2,04% para pessoas jurídicas. Já as pessoas físicas passarão a pagar 4,08% anuais ante à alíquota atual de 3% ao ano.

“A saída para o financiamento do Auxílio Brasil neste ano, via aumento do IOF, não é positiva por causa do aumento da carga tributária e das distorções que pode causar”, avalia a LCA Consultores.

Com incertezas fiscais ainda fragilizando os ativos locais, a percepção de uma solução improvisada e alternativa à aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que ainda tramita na Câmara dos Deputados, para bancar o programa social pode gerar algum incômodo pelos agentes financeiros, em um cenário de enfraquecimento do governo nas pesquisas de opinião.

Para a Genial Investimentos, os ativos no Brasil estão reagindo ao risco de desrespeito ao teto dos gastos, em meio à imprevisibilidade do governo, incerteza sobre o desfecho para a questão dos precatórios e qual será o custo do Auxílio Brasil.

“Enquanto a dúvida em relação ao respeito ao teto dos gastos estiver pairando sobre a economia brasileira, os investidores irão continuar a precificar um elevado risco fiscal, o que significa preços dos ativos em queda nos mercados.”

Dólar

O dólar fechou a semana que passou em alta de 0,41%, cotado a R$ 5,2866, com os investidores repercutindo o aumento do imposto sobre operações financeiras (IOF) e seu impacto fiscal. No acumulado da semana, a moeda registrou saldo positivo de 0,39%.

A sessão também foi impactada pela proximidade das reuniões de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil, que acontecem nesta semana.

Ainda que tenha fechado a sessão mais caro, o dólar ficou a uma boa distância das máximas do dia, quando foi acima de R$ 5,34.

Com o resultado de sexta, a moeda norte-americana acumula alta de 2,26% no mês e de 1,92% no ano.

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