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Política Em evento com Bolsonaro, comandante do Exército destaca “lealdade à Constituição” e cita pandemia como maior desafio

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Pujol sai do comando do Exército nessa terça-feira. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, o general Edson Leal Pujol, que deixará o posto de comandante do Exército nesta terça-feira (20), voltou a classificar a pandemia da Covid-19 como o “maior desafio experimentado por essa geração” e destacou o caráter de “instituição de Estado” da força, destacando o respeito à Constituição.

Bolsonaro e Pujol participaram nesta segunda-feira de solenidade em comemoração ao Dia do Exército, último evento do general como comandante do Exército.

Em seu discurso, Pujol citou momentos relevantes da história do Exército até os dias atuais, quando citou a pandemia. O general entregará o comando do Exército nesta terça-feira ao general Paulo Sérgio Nogueira.

“No maior desafio experimentado por essa geração, o combate à pandemia do Covid-19, ao lado das forças co-irmãs, sob a coordenação do Ministéiro da Defesa e contribundo para com o esforço do governo federal, o exército atua não somente com competente profissionais de saúde como também na desinfecção de instalações, doações de sangue para recomposição dos estoques em hoispitais, distribuição de alimentos, medicamentos, imunizantes, equipamentos e oxigênio”, disse Pujol.

O comandante deverá deixar o posto máximo do Exército nas próximas semanas. O presidente Jair Bolsonaro trocou todos os comandantes das Forças Armadas logo após a saída de Fernando de Azevedo e Silva do Ministério da Defesa, no final de março.

Entre os motivos para a saída de Azevedo e Silva estava a relutância em aproximar as Forças Armadas do discurso defendidas pelo presidente Bolsonaro, que tem criticado as medidas de distanciamento social adotadas na maioria dos estados.

Em março do ano passado, Pujol já tinha citado a pandemia como a maior ameaça desta geração. Meses depois, em maio, outro episódio com Pujol irritou o presidente. Em agenda em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Bolsonaro estendeu o braço para cumprimentar Pujol e outros comandates do Exército, mas os oficiais ofereceram o cotovelo, cumprimento recomendado por especialistas como mais seguro.

Em seu discurso, Pujol também repetiu o termo utilizado pelo ministro Azevedo e Silva quando anunciou sua saída do Ministério da Defesa. Na ocasião, afirmou que, preservou “as Forças Armadas como instituição de Estado”. Nesta segunda-feira, Pujol disse que a data comemorava a renovação do comprimisos “da instituição de Estado secular”, destacando que o Exército manterá acesa a chama da lealdade ao Brasil e à Constituição.

“Nesta data renova-se o compromisso da instituição de Estado secular, de integral devotamento à pátria e da justa e perfeita identificação com os ideais do povo brasileiro. Inspirados em Guararapes, o exército de Caxias manterá acesa a feérica chama do patriotismo, do sentimento do dever, da probidade e da lealdade ao Brasil e à Constituição”, afirmou o general.

“Meu, seu, nosso Exército”

Em um rápido discurso no mesmo evento, o presidente Bolsonaro mudou a forma como vinha tratando o Exército. Nas últimas semanas, o presidente tinha citado a força como “meu Exército”, o que teria desagradado alguns generais.

“Hoje é o nosso dia, é o dia de todos os brasileiros. Porque não existe quem não se identifique com o meu, com o seu, com o nosso Exército Brasileiro”, afirmou.

O presidente, que chegou ao posto de capitão do Exército, lembrou do período em que conheceu e posteriormente ingressou nas Forças Armadas. Bolsonaro citou a democracia e a liberdade como valores especiais para o Exército e destacou que as Forças Armadas sempre atuarão “dentro das quatro linhas da constituição”.

“Termino dizendo a todos os brasileiros, a todos os irmãos do Exército. Hoje é uma data que orgulha a todos nós porque aniversaria aquele que nos dará a sustentação para que ninguém ouse ir além da nossa Constituição”, disse Bolsonaro.

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