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Política Em nova investida na campanha pelo voto impresso na urna eletrônica, Bolsonaro afirma ter reservado com o Ministério da Economia 2 bilhões de reais para custear a mudança em 2022

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Bolsonaro enfrenta um dos momentos mais graves desde sua posse. (Foto: PR)

Em nova investida na campanha pelo voto impresso na urna eletrônica, Bolsonaro afirma ter reservado com o Ministério da Economia dois bilhões de reais para custear a mudança em 2022.  Conforme afirmação, o presidente ressalta que o governo está pronto para incluir R$ 2 bilhões no orçamento para custear a compra de impressoras para urnas eletrônicas. Bolsonaro voltou a criticar posição contrária do presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, e disse que o exército de eleitores não aceitará votação de outra forma. Mas admitiu que a proposta não tem maioria no Congresso.

“Aprendi que a democracia não tem preço. Então, R$ 2 bilhões, ou pouco menos do que isso, já está acertado com a Economia. Estamos prontos para colocar no orçamento e fazer com que as sessões eleitorais de todo o país tenham sua urna eletrônica acoplada a uma impressora”, declarou em entrevista à Rádio Grande FM.

O mandatário foi questionado sobre o que quis dizer quando, no último dia 8, declarou que “ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições”. Ele rebateu que “eleições que não são limpas, não são eleições”, e voltou a dizer que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luis Roberto Barroso, articulou para derrubar o projeto de voto impresso do governo, além de afirmar, indiretamente, que o ministro tem “interesses escusos” nas eleições.

“Essa bandeira sempre foi defendida por pelo menos 90% dos parlamentares. Por que, de uma hora pra outra, mudaram de opinião? Depois de receber visita do Barroso. Hoje em dia, se botar em votação, ele não passa. Agora, quem é contra eleições limpas e transparentes? Só quem tem interesses escusos nas mesmas. Eu quero transparência nas eleições”, alegou.

“Não é volta ao papel, apenas que digite o nome e depois uma maquininha imprime num papel o nome daquelas pessoas. Não tem contato manual. Acabaram as eleições, domingo à noite dá-se o resultado. Se um presidente de partido tiver desconfiança, faz a contagem manual, que é feita rapidamente. Demorava no passado. Impresso não dá confusão nenhuma”, acrescentou.

Pesquisas eleitorais

Bolsonaro também repetiu crítica ao Datafolha que tem mostrado Lula na frente em pesquisas sobre as eleições de 2022. “O que eu quero garantir: se o povo quiser votar num candidato da esquerda, que ele ganhe realmente por maioria de votos. Responsabilidade passa a ser de todos nós. Se Lula realmente tem 49% dos votos, é garantia de que ele vá ganhar. Agora, quando apoiam o outro lado, ou seja, não querem voto impresso, é sinal de que algo está errado no Datafolha”, concluiu.

A Comissão da Câmara adiou para agosto a votação da PEC do voto impresso. A decisão representou vitória para os defensores da proposta, que temiam uma derrota caso a matéria fosse votada. No entanto, o projeto enfrenta resistência de grupos políticos para ser aprovado.

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