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Economia Em novo sistema de alerta de viagens, os Estados Unidos recomendam uma “maior precaução” em visitas ao Brasil

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Doença já é bem mais presente e letal nas periferias brasileiras. (Foto: Reprodução)

O novo sistema de alerta de viagens divulgado nessa quarta-feira pelo Departamento de Estado dos EUA coloca o Brasil na categoria dois, com recomendações para que turistas americanos “exerçam maior precaução”. O sistema, que possui quatro categorias – precauções normais até a proibição de viagem – indica os cuidados necessários e até mesmo regiões dos países que devem ser evitadas.

O Brasil está na mesma categoria de países europeus como Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Dinamarca e Bélgica, devido à possibilidade de “ataques terroristas”. Na América Latina, aparecem também na mesma classificação México, Colômbia, Belize, Nicarágua, República Dominicana, Jamaica, Bahamas e Guiana. Países vizinhos como Argentina e Bolívia aparecem na categoria 1, com a recomendação de “precauções normais”.

Apesar da categorização, os riscos indicados para viajar pelo Brasil não mudaram em relação ao último alerta emitido pelo Departamento de Estado dos EUA. O órgão recomenda que os turistas americanos evitem qualquer área a 150 km de distância das fronteiras brasileiras com Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Paraguai por conta da criminalidade. 

A recomendação anterior ainda sugere que o turista evite qualquer região de favelas em que policiais não atuem, nem mesmo para tours guiados. Além disso, aparecem na lista de restrições para o Brasil as cidades-satélite de Brasília (Ceilândia, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá) e, no Recife, a praia do Pina, localizada na parte Norte de Boa Viagem.

Cuba liberada

Os Estados Unidos deixaram Cuba de fora da categoria “não viajar” no novo sistema de alertas, ainda que a situação entre os dois países não tenha mudado. O país agora aparece na categoria 3.

No último alerta sobre o país caribenho emitido pelo Departamento de Estado em 29 de setembro, com o sistema antigo, o governo americano pedia que seus cidadãos não viajassem a Cuba por causa dos supostos ataques sofridos na ilha por 24 funcionários da embaixada e familiares entre novembro de 2016 e agosto de 2017, agressões das quais os EUA ainda não encontraram uma causa, nem o culpado.

Para as nações da categoria 3, a de “reconsiderar a viagem”, os Estados Unidos recomendam a seus cidadãos que “evitem viajar devido aos sérios riscos para a segurança”. Nesse grupo há seis países latino-americanos: Cuba, Venezuela, Haiti, Honduras, Guatemala e El Salvador. Em relação à Venezuela, ainda existe uma advertência extra: “há áreas com riscos de segurança ainda mais altos”.

A categoria 4 inclui os países onde existe “alta probabilidade de risco para a vida”. Nessa categoria, os Estados Unidos incluem 11 nações: Coreia do Norte, Afeganistão, Irã, Iraque, Síria, Iêmen, Somália, Sudão do Sul, República Centro-Africana, Líbia e Mali.

O Departamento de Estado explicou que os Estados Unidos não podem proibir seus cidadãos de viajarem para qualquer país do mundo, apenas fazer recomendações. A única exceção é a Coreia do Norte: se um cidadão americano quiser viajar para esse país, deve pedir antes uma autorização para usar seu passaporte ou, se não consegui-la, utilizar, se tiver, um documento de outro país.

tags: Brasil

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