Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de abril de 2020
Recém-admitido, o ministro da Saúde, Nelson Teich, participou na manhã desse domingo (19) de uma reunião do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, para debater ações de enfrentamento à pandemia do coronavírus.
Na prática, essa é foi primeira agenda do ministro, que tomou posse na última sexta-feira (17), em substituição a Luiz Henrique Mandetta (DEM). O antecessor foi demitido por acumular divergências com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação ao isolamento social. Participaram do encontro, realizado por meio de videoconferência, Teich e os ministros da Saúde dos demais países que compõem o G20.
Entres os membros estão Brasil, África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia, além da União Europeia.
“Juntos, representam 90% do PIB [Produto Interno Bruto] mundial, 80% do comércio internacional e dois terços da população mundial”, informou o Ministério da Saúde brasileiro. “Trata-se, portanto, de agrupamento com poder político e econômico coletivo, capaz de influenciar a agenda internacional, de promover debates sobre os principais desafios globais e adotar iniciativas conjuntas para promoção do crescimento econômico inclusivo e o desenvolvimento sustentável.”
Envio de respiradores
Com o sistema de saúde colapsado em razão da pandemia do coronavírus, o Amazonas receberá do governo federal 15 novos respiradores, segundo Teich anunciou hoje em postagem no Twitter.
Segundo o ministro, o Ceará, terceiro Estado com mais casos de Covid-19 no País, também receberá 15 aparelhos. Já Pernambuco ficará com dez. Teich afirmou que os respiradores foram produzidos no Brasil e seriam remetidos aos Estados ainda nesse domingo. O transporte de equipamentos, insumos e materiais tem sido realizado por aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira).
O Amazonas é uma das unidades da federação que mais tem enfrentado problemas no atendimento a pacientes com Covid-19. Faltam leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), respiradores e recursos humanos. Os hospitais do Estado estão lotados e há dificuldades para armazenar corpos de vítimas.
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