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Mundo Em quase três meses, os Estados Unidos registram mais de 42 milhões de pedidos de seguro-desemprego

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Na última semana, foram registrados mais 1,8 milhão de solicitações, número acima do projetado pelo mercado. (Foto: Nick Oxford/Reuters)

Nas últimas 11 semanas (quase três meses), mais de 42,6 milhões de americanos solicitaram o seguro-desemprego. Na semana encerrada em 30 de maio, os Estados Unidos totalizaram 1,877 milhão de pedidos de seguro-desemprego.

O número veio acima do esperado pelos economistas consultados pela agência Bloomberg, que projetavam 1.833 milhões de reivindicações ao auxílio.

O total, no entanto, representou um declínio em relação ao número revisado para cima da semana anterior, de 2,126 milhões. Os registros no âmbito do programa de Assistência ao Desemprego Pandêmico totalizaram 623.073.

Foi a primeira vez que os pedidos do auxílio caíram para menos de dois milhões desde a semana que terminou em 14 de março.

À medida que os Estados começam a reabrir depois de severas medidas de isolamento por quase três meses, também crescem os sinais de uma crise econômica que provavelmente elevará a taxa de desemprego para cerca de 20% em maio.

Taxa de desemprego

A taxa de desemprego de maio será publicada nesta sexta-feira (5) e poderá chegar a 20%, de acordo com as expectativas dos analistas, depois de atingir 14,7% em abril, ante 3,5% em fevereiro, o nível mais baixo em abril em 50 anos.

Uma taxa de desemprego tão alta remonta somente à década de 1930, nos tempos da Grande Depressão, quando atingiu 25%.

Os Estados Unidos têm vivido dias de intensos protestos contra o racismo e a violência policial desde a morte de George Floyd, um homem negro que foi sufocado por um policial branco.

O presidente Donald Trump, candidato à reeleição em novembro, é amplamente criticado por administrar essa crise.

“Não podemos permitir que esta crise cause mais sofrimento econômico aos afro-americanos”, reagiu Joe Biden, candidato democrata às eleições presidenciais de 3 de novembro. “As comunidades negras e latino-americanas são as mais atingidas”, acrescentou.

Os dados apontam que 16,7% dos negros americanos e 18,9% dos hispânicos do país estavam desempregados em abril, acima dos 14,2% de desemprego entre os brancos.

Devido à “longa história de exclusão racial, discriminação e desigualdade, há menos pessoas ativas, rendas e economias mais fracas em cada família (minoria negra) do que entre os trabalhadores brancos”, explica um estudo de Valerie Wilson e Elise Gould, do Instituto de Política Econômica.

O estudo explica que em 2018, “a renda mediana das famílias brancas era 70% maior que a das famílias negras (US$ 70.642 contra US$ 41.692)”.

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