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Brasil Em sigilo, a Polícia Federal começou a interrogar os empresários de transporte que são suspeitos da prática de locaute

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Ministro da Segurança Pública diz que inquérito sobre agressão em Minas deve terminar no prazo e nova investigação será aberta sobre possível coautoria. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Em sigilo, a PF (Polícia Federal) começou a interrogar nesta segunda-feira (28) os primeiros empresários do setor de transporte que estariam envolvidos na suposta prática de locaute na paralisação dos caminhoneiros. Um dos depoimentos ocorrem em Brasília (DF), confirmou uma fonte ligada às investigações.

Enquanto a PF interrogar empresários, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) irá multá-los em R$ 100 mil. As notificações serão encaminhadas pela polícia à AGU (Advocacia-Geral da União) para execução.

Nesta segunda-feira, o jornal O Globo revelou que o número de inquéritos abertos pela PF para investigar a greve já chega a 48. As investigações ocorrem em 25 Estados.

Locaute

No locaute, os patrões agem em razão dos próprios interesses e não das reivindicações dos trabalhadores e se recusam a ceder aos empregados os instrumentos para que eles desenvolvam seu trabalho, impedindo-os de exercer a atividade.

“Os responsáveis estão sendo convocados para prestar depoimento. Vamos exercer no limite fielmente como pena para o delito do locaute”, declarou o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) também investiga a participação de empresários no movimento. Na última sexta-feira (25), o órgão enviou ofício a 11 sindicatos e associações de caminhoneiros, em um procedimento que antecede a instauração de um processo administrativo.

Segundo informações do portal de notícias G1, cerca de 20 pessoas físicas e associações estão sendo investigadas pelo órgão. Um dos alvos é a Federação de Empresas de Transporte de Carga do Estado de São Paulo, que divulgou um vídeo vídeo no último dia 11 em que fala dos supostos efeitos de uma greve de caminhoneiros por cinco dias. O narrador fala em “sumir com caminhões” e em “caos para todo lado”. Em nota, a federação negou incentivo ao movimento e afirmou que a intenção “clara” do vídeo é a “conscientização da população sobre a importância do transporte rodoviário de cargas”.

De acordo com o ministro Jungmann, 50% das estradas do País já foram liberadas. Ele afirmou, ainda, que já houve mandados de prisão contra empresários por conta de locaute no movimento dos caminhoneiros. Ele não informou, no entanto, se as prisões já ocorreram e nem quantos mandados foram expedidos. Pela manhã desta segunda, o governo disse que houve pedidos de prisão feitos pela PF.

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