Segunda-feira, 14 de Junho de 2021

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Mundo Em telefonema para o presidente dos EUA, primeiro-ministro de Israel justifica bombardeio contra prédio em Gaza

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Prédio abrigava escritórios de agência de notícias e emissora de TV

Foto: Reprodução de TV
O prédio de 12 andares desabou após ser atingido por mísseis israelenses em Gaza. (Foto: Reprodução de TV)

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, telefonou neste sábado (15) para o presidente dos EUA, Joe Biden, para justificar o bombardeio contra um prédio em Gaza que abrigava escritórios da agência de notícias norte-americana AP (Associated Press) e da emissora de TV Al Jazeera, do Catar.

“Netanyahu enfatizou que Israel está fazendo todo o possível para evitar danos àqueles que não estão envolvidos” no conflito com o Hamas, disse o gabinete do primeiro-ministro em um comunicado. “A prova é que os prédios com instalações terroristas são evacuados de pessoas não envolvidas antes de serem atacados”, acrescentou.

O prédio de 12 andares desabou após ser atingido por mísseis israelenses. Um jornalista palestino ficou ferido no ataque e destroços e estilhaços voaram a dezenas de metros de distância.

Jawad Mehdi, proprietário do edifício Jala, afirmou que um oficial da inteligência israelense o avisou, antes do ataque, que ele tinha uma hora para evacuar o prédio. Ele solicitou dez minutos adicionais para os repórteres embalarem seus equipamentos, mas teve o pedido recusado, segundo a agência de notícias AFP (France Presse).

“Um ataque israelense destruiu o prédio que abrigava os escritórios da AP em Gaza”, escreveu no Twitter Jon Gambrell, jornalista da agência de notícias. “O Exército avisou o proprietário do prédio onde fica o escritório da AP que o local seria alvo de um bombardeio”, afirmou.

Outro jornalista da AP, que pediu para não ser identificado, disse que todos os funcionários estavam bem, mas em estado de choque.

O Exército israelense declarou que equipamentos militares do Hamas estavam na torre atingida por seus caças. “O prédio também abrigava escritórios de veículos de comunicação civis, atrás dos quais o grupo terrorista Hamas se esconde e que usa como escudos humanos”, acrescentou o Exército, alegando ter alertado os civis antes do ataque e “ter lhes dado tempo suficiente”.

A rede de televisão Al Jazeera confirmou no Twitter que seus escritórios ficavam no prédio e transmitiu ao vivo as imagens da torre desabando e sendo reduzida a uma montanha de escombros.

A AP declarou estar “chocada e horrorizada” com o ataque israelense. “Este é um acontecimento incrivelmente perturbador. Nós evitamos por pouco uma terrível perda de vidas”, disse o chefe da agência, Gary Pruitt, em um comunicado. “O mundo ficará menos informado sobre o que está acontecendo em Gaza por causa do que aconteceu hoje”, acrescentou.

“É claro que foi decidido não apenas causar destruição e mortes, mas também silenciar aqueles que são testemunhas”, disse o chefe do escritório da Al Jazeera em Israel e nos Territórios Palestinos, Walid al-Omari.

O porta-voz militar israelense, Jonathan Conricus, rejeitou a ideia de que Israel estava tentando silenciar a mídia. “Isso é totalmente falso, a mídia não é o alvo”, disse ele.

“Não havia como derrubar apenas as instalações do Hamas que estavam no prédio. Eles ocuparam vários andares do prédio e era impossível derrubar apenas esses andares. Foi considerado necessário demolir todo o edifício”, prosseguiu.

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