Quarta-feira, 01 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 1 de julho de 2026
A embaixada do Brasil na Venezuela publicou um comunicado nas redes sociais na qual pediu aos brasileiros que vivem no país que não se dirijam à região de La Guaira, uma das mais afetadas pelos terremotos registrados na Venezuela desde a semana passada. A Venezuela enfrenta um cenário de crise após dois terremotos de magnitude superior a 7 terem atingido o país, além de outros, de categorias inferiores.
São mais de duas mil mortes confirmadas, além de cerca de 11 mil feridos — a Organização das Nações Unidas (ONU) diz ainda que outras dezenas de milhares de pessoas estão desaparecidas.
“Urgente: evitar acesso a La Guaira. (…) Mantenha-se afastado e permita que os socorristas façam o seu trabalho sem interrupções. Evite descer para La Guaira para facilitar os trabalhos de busca”, publicou a embaixada brasileira em uma rede social.
Conforme o Ministério das Relações Exteriores, dois brasileiros estão entre as vítimas do terremoto, um homem e uma mulher. Desde a semana passada, o governo brasileiro anunciou o envio de ajuda humanitária ao país. Nesse contexto, a embaixada do Brasil em Caracas também pediu que os brasileiros que vivem na Venezuela que doem sangue.
Diante da magnitude da tragédia, a presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, decretou luto oficial de sete dias, contados a partir das 6h desta quarta-feira.
“A Venezuela tem a alma rasgada pelas perdas humanas causadas pelos devastadores terremotos”, disse comunicado assinado por Delcy Rodriguez. “Nestes momentos de profunda tristeza, abraçamos os que sofrem com essa tragédia e reafirmamos nosso compromisso de acompanhá-los e protegê-los.”
Os terremotos de 7,2 e 7,5 na escala Richter, de força muito destrutiva, ocorreram com menos de um minuto de intervalo e causaram milhares de desabamentos em diversas regiões do país. As áreas mais afetadas foram La Guaíra e Caracas.
Mais de 6 mil pessoas foram resgatadas com vida dos escombros por equipes de socorristas, e 13,5 mil conseguiram sair por conta própria ou com apoio de seus familiares e vizinhos.
Trabalham nas buscas por sobreviventes mais de 25 mil profissionais, entre bombeiros, policiais e militares, que contam ainda com mais de 15 mil voluntários e com o apoio de mais de 3 mil enviados de outros países.
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