Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de setembro de 2015
O presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, ficou calado sobre o processo ao qual responde por envolvimento no escândalo da Petrobras, mas respondeu a algumas perguntas dos deputados da CPI da estatal nesta terça-feira (01), em Curitiba (PR). Ele negou a possibilidade de assinar acordo de delação premiada. “Para alguém dedurar, precisa ter o que dedurar. Isso não ocorre aqui”, disse. Os parlamentares estão na capital paranaense para ouvir os presos na Operação Lava-Jato.
“Meu legado tem valores, inclusive morais, dos quais eu nunca abrirei mão. Eu diria que, entre esses valores, eu, desde criança, quando lá em casa minhas meninas tinham uma discussão e uma dizia: ‘Quem fez isso?’ Eu diria o seguinte, eu talvez brigasse mais com quem dedurou do que com quem fez o fato”, afirmou o empreiteiro.
“Infelizmente, estou engessado. Estou amarrado pela questão do processo penal. Infelizmente, neste momento, os senhores têm que entender, até por respeito à decisão do Supremo Tribunal Federal, no que tange especificamente ao processo, já que existe um processo criminal em andamento. As nossas defesas vão ser feitas lá na frente. Nesse momento, por essa decisão, a gente fica impedido de falar sobre o processo. Espero que os senhores entendam essa situação”, disse Marcelo.
Questionado sobre sua relação com políticos, ele respondeu que é natural. “É provável que se eu encontrar com um amigo, empresário, político, é natural que venha à tona o tema Petrobras. Não me lembro de nenhuma conversa específica”, afirmou.
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