Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de março de 2018
Loretta Lee já levou tapas, apertões e até teve um colega que se escondeu embaixo de sua mesa enquanto trabalhava no Google. A engenheira processou a gigante de tecmologia alegando que ela falhou em protege-la e que “a cultura machista contribuiu para que Lee sofresse frequente assédio sexual e discriminação de gênero”.
Segundo o processo, conduzido pela Corte de Santa Clara County, ela foi demitida em fevereiro de 2016 por uma “performance insatisfatória” após oito anos de empresa com relatórios sempre excelentes. Lee relata que também era alvo de bullying, com colegas “batizando” suas bebidas e todo tipo de piada, como o oferecimento de “abraços horizontais” e até um tapa na cara no meio de uma festa de fim de ano.
A empresa negou que tenha sido negligente e que tem uma “forte política contra assédio no local de trabalho”.
Outro caso
Uma funcionária do Google chamada Noirin Shirley está usando seu blog pessoal para acusar um engenheiro do Twitter de assédio sexual. O caso teria acontecido em uma festa de confraternização em que a garota foi com seus colegas depois do encerramento da ApacheCon, que aconteceu em Atlanta entre os dias 1 e 5 de novembro.
“Nós estávamos bebendo, rindo e falando sobre os acontecimentos da semana […] Até que um sujeito chamado Florian Liebert me chamou para conversar”. Noirin explica que é comum as pessoas procurarem por ela para obter informações, então não estranhou o pedido.
O engenheiro a convidou para ir a uma sala do lugar, onde sentou numa banqueta e a agarrou, beijou e tentou colocar a mão dentro da sua calça. Noirin ainda disse que não estava interessada nisso, mas o homem não se importou. Em seguida a jovem deixou o local e contatou a polícia.
“Infelizmente essa não é a primeira vez que acontece alguma coisa dessas nem a primeira vez que algo do estilo acontecer numa conferência de tecnologia. Mas essa é a primeira vez que estou falando disso, porque estou cansada de que um idiota acabe com meu dia e nunca tenha a resposta que merece”, conta.
O caso segue nas mãos das autoridades. Apesar do escândalo feito na web pela suposta vítima, a conta @floleibert, que pertencia ao acusado no site de microblog, está suspensa.
Unesco
A Unesco destituiu o vice-diretor-geral de comunicação e informação, o guatemalteco Frank La Rue, após ele ter sido denunciado por assédio sexual, um caso que está sendo alvo de uma investigação interna, indicaram neste sábado à Agência Efe fontes da organização.
A destituição aconteceu na segunda-feira, dois dias antes de La Rue, de 65 anos, se aposentar ao término do contrato que tinha assinado com a anterior diretora-geral, Irina Bokova.
Dois meses depois da sua chegada à máxima responsabilidade da Organização da ONU para pasta de Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a francesa Audrey Azoulay aplicou uma política de “tolerância zero” com estes casos e destituiu La Rue antes da publicação das conclusões da investigação.
Segundo diversos veículos de imprensa, o subdiretor da Unesco tentou beijar forçadamente uma funcionária guatemalteca da organização que, em novembro, apresentou uma denúncia por assédio, o que motivou a abertura de uma investigação.
Suspenso inicialmente de suas funções até a revelação das conclusões das pesquisas, a organização decidiu na segunda-feira tirá-lo do cargo.
O jornal francês “20 minutes” assegura que La Rue reconheceu os fatos e pediu perdão à denunciante.
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