Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 27 de maio de 2018
Sexta-feira (18)
Caminhoneiros anunciam greve. A reivindicação era que o governo reduzisse a zero a carga tributária sobre o diesel (os impostos federais são PIS/Cofins e Cide), cujo custo aumentou nos últimos meses devido à política de preços da Petrobras.
Domingo (20)
Na véspera do início da manifestação, duas liminares já impediam as manifestações de caminhoneiros. Produtores pararam de enviar produtos perecíveis para as estradas. O governo Temer se reuniu pela primeira vez com representantes dos caminhoneiros e pediu uma trégua de três dias. O encontro terminou sem acordo. O presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou que iria reduzir em 10% o preço do diesel nas refinarias da estatal pelos próximos 15 dias.
Quinta-feira (24)
O presidente Michel Temer se reuniu novamente com representantes dos manifestantes. A reunião terminou sem acordo, já que a Abcam abandonou o recinto e não assinou a proposta de trégua. Outras associações, como a CNTA, cederam à proposta. O governo ofereceu a redução de 10% no preço do diesel por mais 15 dias (30, no total) e uma mudança na política da Petrobras para que os reajustes de preço de combustíveis sejam mensais, e não mais diários. O custo do acordo foi estimado em 5 bilhões de reais. Manifestações atingem cerca de 500 pontos de bloqueios parciais pelo País. Caminhoneiros deixam passar veículos de passeio e alguns serviços essenciais
Sexta-feira (25)
Caminhoneiros seguem paralisando as estradas. CNTA diz que assinou o acordo, mas que caminhoneiros é que devem decidir quando e como vão parar. Frotas de ônibus de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e cidades do interior paulista são afetadas e têm operação reduzida. Postos de ao menos oito estados da Federação ficaram sem gasolina, álcool e diesel. Governo federal baixa decreto GLO (Garantia da Lei e da Ordem), que permite intervenção militar e das forças federais para desobstruir as vias públicas.
Sábado (26)
Polícia Rodoviária Federal informa que há 596 pontos de manifestação. Número de aeroportos sem combustível chega a 13; voos são cancelados. Com o uso da força autorizado, seis operações realizaram entrega de combustível com ajuda das tropas de choque estaduais. O exército levou gasolina da refinaria de Paulínia (SP) ao aeroporto de Viracopos, e a PM escoltou um carregamento da refinaria de Duque de Caxias (RJ) para abastecer o BRT do município do Rio de Janeiro. O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), anunciou que iria suspender a cobrança de pedágio sobre eixo elevado em troca da desocupação de rodovias.
Domingo (27)
Governo de SP anunciou que mais de 80% dos bloqueios nas rodovias do estado estão liberados. Temer e ministros fizeram reunião para debater quais medidas tomar diante da crise.Temer dizer que não consegue garantir 60 dias de congelamento no preço do diesel.
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