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Ciência Entenda como a ciência trata o vício em jogos de azar como o “Tigrinho”

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O vício em jogos é um transtorno que precisa de acompanhamento médico para ser controlado. (Foto: Reprodução)

Polêmicas envolvendo os jogos de apostas online são frequentes atualmente, desde influenciadores digitais que divulgam essas plataformas de forma inapropriada até a popularidade dos jogos entre adolescentes. No entanto, o tema também chama a atenção para um fator importante: a saúde mental.

O vício em jogos é um transtorno que tem se tornado cada vez mais comum, especialmente após o surgimento de jogos online que prometem grandes ganhos e possuem alto potencial de vício, como o popular “jogo do tigrinho”.

Mas, o vício em jogos é um transtorno que precisa de acompanhamento médico para ser controlado, dizem especialistas.

Para Maycon Torres, doutor em psicologia e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), é importante considerar qual é a função desse tipo de jogo para as pessoas. Ele cita um tipo de prazer em relação à expectativa de ganhar alguma coisa.

“O que motiva a pessoa a continuar jogando é essa expectativa de ganhar dinheiro sem muito esforço. O dinheiro tem um valor subjetivo grande na expectativa das pessoas e o esse tipo de jogo funciona por essa via. Então, esses jogos têm essa função de estimular a pessoa a essa expectativa, a esse prazer da possibilidade de um ganho imediato”, comentou o psicólogo.

“Esse é o ponto em que esses jogos se tornam tão viciantes para algumas pessoas”, acrescentou.

O que é o “jogo do tigrinho”? “Jogo do tigrinho” ou “jogo do tigre” são apelidos do game de caça-níqueis Fortune Tiger, desenvolvido pela empresa PG Soft. A experiência é integrada a sites de apostas e exige que o usuário gaste um valor inicial para jogar e concorrer a bônus que multiplicam o dinheiro.

Para ganhar o prêmio, é necessário formar uma linha horizontal ou diagonal com três figuras idênticas. Algumas empresas que disponibilizam o game revelam que é possível ter ganhos máximos de até 2.500 vezes o valor original apostado, mas a situação é rara e não é possível confirmar a veracidade.

Cérebro

Como o vício em jogos age no cérebro? O surgimento do vício em jogos é multifatorial podendo ser influenciado pelo tipo e frequência do jogo, pelo estado emocional do indivíduo e também por alterações nos neurotransmissores do cérebro, especialmente a dopamina, explica o médico psiquiatra Flávio H. Nascimento.

“Decisões arriscadas, que estão muito presentes em jogos do tipo, ativam áreas do cérebro como o córtex pré-frontal ventromedial, o córtex frontal orbital e a ínsula, relacionadas com o ‘sistema de recompensa do cérebro’, responsável por regular a sensação de prazer ligada a uma determinada ação”, disse Nascimento em comunicado.

Segundo o psiquiatra, quem tem vício em jogos de azar mostra mais atividade nessas regiões.

“Apostas são incentivadas pela liberação de dopamina, que traz uma sensação de prazer, quando os resultados são positivos. Essa busca pela sensação agradável contribui para o vício, com jogadores compulsivos sentindo euforia quando a dopamina é liberada no cérebro”, explica.

Dentre os sintomas do vício em jogos, o médico cita:

– Necessidade constante de apostar quantias cada vez maiores;

– Tentativas repetidas de parar ou controlar as apostas;

– Preocupação excessiva com jogos de azar;

– Apostar para aliviar sentimentos de ansiedade, culpa ou depressão;

– Mentir para familiares e amigos para esconder a extensão do envolvimento com jogos de azar;

– Perder relacionamentos importantes, oportunidades de trabalho ou educacionais devido ao hábito de apostar.

Tratamento

Como é feito o tratamento contra vício em jogos? O tratamento médico é fundamental para a reabilitação do indivíduo com vício em apostas, reforça Flávio H. Nascimento. Além da psicoterapia para mudar hábitos e pensamentos relacionados ao problema, também podem ser usados medicamentos para tratar ansiedade ou outros problemas emocionais ligados ao vício.

“Grupos de apoio e aconselhamento também são recursos importantes no tratamento e ajudam a identificar os gatilhos do vício”, incluiu o psiquiatra.

Para Maycon Torres, doutor em psicologia e professor da UFF, uma rede de apoio familiar e de amigos também é uma importante forma de prevenção para alertar a pessoa sobre os riscos dos jogos.

“A psicoterapia pode ajudar nesses episódios, muito em função de desenvolvimento de habilidade, seja do reconhecimento das próprias emoções ou na identificação de qual é o ganho que a pessoa espera ter, até mesmo em relação ao planejamento futuro”, afirmou Torres. As informações são da plataforma Byte, do portal de notícias Terra.

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https://www.osul.com.br/entenda-como-a-ciencia-trata-o-vicio-em-jogos-de-azar-como-o-tigrinho/ Entenda como a ciência trata o vício em jogos de azar como o “Tigrinho” 2024-07-12
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