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Política Entre os nomes cotados para o Ministério das Relações Exteriores, o novo ministro escolhido por Bolsonaro era o nome com menos resistência do Congresso Nacional

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A escolha do embaixador Carlos Alberto Franco França para assumir o Ministério das Relações Exteriores deve melhorar a relação entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. (Foto: Divulgação)

A escolha do embaixador Carlos Alberto Franco França para assumir o Ministério das Relações Exteriores deve melhorar a relação entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. O diplomata, ex-chefe do cerimonial de Bolsonaro, era o nome que apresentava menos resistência de parlamentares entre os ventilados desde a manhã desta segunda-feira (29). França substitui Ernesto Araújo, após o ex-chanceler entrar em confronto direto com o Legislativo.

No Congresso, houve sinais enviados ao Planalto de que França era um nome “moderado” e técnico para o cargo. Há a compreensão entre deputados e senadores, porém, de que a temperatura só diminuirá com uma mudança concreta na política externa.

Nestor Foster e Luis Fernando Serra, embaixadores, respectivamente, nos Estados Unidos e na França, por outro lado, seriam postulantes que representariam uma troca de “seis por meia dúzia”. Ou seja, não eram vistos como candidatos confiáveis para restabelecer as relações diplomáticas com o governo americano ou chinês.

Uma aproximação entre o Brasil e esses dois países é visto como fundamental para destravar e acelerar a importação de insumos e vacinas para o combate à pandemia.

Após ser acusada por Araújo de fazer lobby para a China, a presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Kátia Abreu (PP-TO), disse que o chanceler era um “marginal”. Também cobrou a troca de comando no Itamaraty.

Na Câmara, um importante líder do Centrão disse que Luis Fernando Serra era “mais radical” que Araújo. Já outra liderança afirmou que “ninguém pode ser pior” que Araújo. Partidos de oposição decidiram na tarde desta segunda-feira acionar o Ministério Público Federal contra o ex-ministro Ernesto Araújo.

Para Alessandro Molon (PSB-RJ), ele foi o responsável pela condução de uma política externa que levou o país à “falta de vacinas”, com “prejuízos graves para a saúde e para a vida dos brasileiros”.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, deputado Aécio Neves (PSDB-MG), afirmou que a saída do chanceler Ernesto Araújo é uma oportunidade de mudança na condução de nossa política externa, buscando maior integração com o mundo. Ele destacou que a diplomacia brasileira tem longa tradição de respeito, tolerância e equilíbrio e esses preceitos e valores precisam ser reafirmados.

“Devemos levar em conta análises rigorosas das oportunidades que se apresentam na conjuntura internacional para a promoção dos interesses nacionais, isentas de quaisquer preconceitos ideológicos ou partidários”, disse ele.

Aécio Neves deveu que a política externa deve ter como foco o multilateralismo. O relacionamento do Brasil com outros países tem de ser “amplo, universal, sem exclusões ou alinhamentos automáticos”. “E isso passa, obrigatoriamente, por uma relação mais ampla com os diversos países e regiões do mundo em busca, nesse momento, daquilo que é a grande urgência mundial e, em especial, brasileira: a vacinação de toda a nossa gente. Portanto, é importante que a mudança seja de política e não apenas de nomes. E que, com serenidade e responsabilidade, o Congresso Nacional possa dar a sua contribuição para a superação do grave momento que vivemos”, afirmou. As informações são do jornal O Globo.

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