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Política “Entre pólvora, maricas e o risco à hiperinflação, temos mais de 160 mil mortos no País, uma economia frágil e um Estado às escuras”, diz presidente da Câmara dos Deputados

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Rodrigo Maia prestou solidariedade a todos os parentes e amigos de vítimas da Covid-19.

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Para Rodrigo Maia, o "ideal" seria o Executivo participar, mas é preciso ter rapidez na elaboração. (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou nesta terça-feira (10) que a instituição tem compromisso com a vacina contra o coronavírus, a independência dos órgãos reguladores e com a responsabilidade fiscal. A declaração foi publicada em sua conta oficial no Twitter. “Entre pólvora, maricas e o risco à hiperinflação, temos mais de 160 mil mortos no País, uma economia frágil e um Estado às escuras. Em nome da Câmara dos Deputados, reafirmo o nosso compromisso com a vacina, a independência dos órgãos reguladores e com a responsabilidade fiscal”, afirmou no post.

Rodrigo Maia também prestou solidariedade a todos os parentes e amigos de vítimas da Covid-19. A declaração do presidente da Câmara faz referência à suspensão, pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), dos estudos clínicos da vacina Coronavac, conduzidos pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech, e à reação do presidente Jair Bolsonaro à decisão.

Bolsonaro disse que o Brasil precisa “deixar de ser um país de maricas” e precisa enfrentar a pandemia do coronavírus. “Tudo agora é pandemia. Tem que acabar com esse negócio. Lamento os mortos, todos nós vamos morrer um dia. Não adianta fugir disso, fugir da realidade, tem que deixar de ser um país de maricas”, afirmou o presidente.

A comissão mista destinada a acompanhar a situação fiscal e a execução orçamentária e financeira das medidas relacionadas ao combate da Covid-19 poderá votar nesta quarta-feira (11) requerimentos que pedem o esclarecimento da suspensão.

Pólvora

O presidente Jair Bolsonaro reagiu ao que considerou uma ameaça do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, de aplicar sanções econômicas ao Brasil, caso o País não haja atuação mais firme para combater o desmatamento e as queimadas na Amazônia. “Quando acaba a saliva tem que ter pólvora. Não precisa nem usar a pólvora, mas tem que saber que tem”, afirmou. Também polemizou ao se referir à pandemia de Covid-19, afirmando que o Brasil precisa deixar de ser “um país de maricas” e enfrentar a doença

Durante evento para retomada do turismo no País, no Palácio do Planalto, Bolsonaro se irritou com a pressão que vem sofrendo pela preservação da Amazônia e com as críticas após a eleição de Biden. Disse então que uma solução apenas diplomática pode não ser possível.

“Quando acaba a saliva tem que ter pólvora. Não precisa nem usar a pólvora, mas tem que saber que tem”, disse o presidente.

No mesma cerimônia Bolsonaro voltou a diminuir a importância da pandemia e dizer que ela é “superdimensionada”. No Brasil, mais de 5,6 milhões de pessoas foram contaminadas pelo coronavírus, e mais de 162 mil pessoas já morreram, segundo o Ministério da Saúde.

“Tudo agora é pandemia, tem que acabar com esse negócio, pô. Lamento os mortos, lamento. Todos nós vamos morrer um dia, aqui todo mundo vai morrer. Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um País de maricas”, disse Bolsonaro.

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