Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de setembro de 2018
Após ataque ao candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, e diante de um clima de tensão política, o Alto Comissariado da ONU (Organização das Nações Unidas) para Direitos Humanos apela ao “diálogo” no Brasil.
“Soubemos do ataque ao candidato ontem (quinta-feira)”, disse Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado da ONU, durante uma coletiva de imprensa em Genebra nesta sexta-feira.
“Entendemos que ele está se recuperando e nossos pensamentos estão com ele e sua família. Também entendemos que o incidente está sendo investigado”, afirmou Ravina.
O atentado teve uma ampla repercussão na imprensa internacional, que destacou o clima de tensão e ódio durante a campanha eleitoral no Brasil. Além do ataque contra Bolsonaro, incidentes com caravanas do PT e mesmo a morte da vereadora Marielle Franco foram citados como exemplos do clima de violência no País.
“Pedimos que quaisquer diferenças em opiniões políticas sejam resolvidas pelo diálogo, e não pela violência, em qualquer ambiente eleitoral. E o Brasil não é uma exceção”, apelo Ravina.
.Ataque
Na tarde de quinta-feira (6), o candidato recebeu uma facada no abdômen enquanto participava de um ato de campanha na cidade mineira de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Ele foi operado para estancar uma hemorragia em veia abdominal, teve o intestino delgado costurado e parte do intestino grosso retirada. Ele também foi submetido a uma colostomia e, em até dois meses, terá de ser operado novamente. Na manhã desta sexta (7), ele foi transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
O autor do ataque a Bolsonaro foi preso pela Polícia Militar da cidade. A Polícia Federal, responsável pela segurança do candidato, abriu inquérito para investigar o caso.
Boletim médico
O candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, foi submetido nesta sexta (7) a uma série de exames no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde chegou no meio da manhã, procedente de Juiz de Fora (MG). Segundo boletim médico, ele encontra-se consciente e “em boas condições clínicas”.
A equipe médica do hospital em São Paulo informou que está dando continuidade ao tratamento iniciado na cidade mineira, onde Bolsonaro foi atingido por uma facada durante ato de campanha. “O paciente está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) onde realizou exames laboratoriais e de imagens e foi avaliado por equipe multiprofissional”, diz o boletim. O cirurgião Antônio Luiz Macedo e o clínico e cardiologista Leandro Santini Echenique fazem parte da equipe médica responsável pelo paciente.
Reforço
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou, após acompanhar o desfile do 7 de Setembro em Brasília, que o efetivo da Polícia Federal que faz a segurança dos candidatos à Presidência da República será ampliado em até 60%, após o ataque sofrido por Jair Bolsonaro (PSL), em Juiz de Fora.
De acordo com o ministro, atualmente 80 agentes da Polícia Federal fazem a segurança de cinco presidenciáveis que solicitaram o serviço, previsto em resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a partir do momento em que as candidaturas são oficializadas nas convenções eleitorais. Apesar da previsão, ressaltou Jungmann, a proteção não é automática e precisa ser solicitada pelas campanhas. Além de Bolsonaro, a Polícia Federal faz a segurança de Alvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckimin (PSDB) e Marina Silva (Rede).
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