Sexta-feira, 30 de Outubro de 2020

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Rio Grande do Sul Especialistas avaliam os efeitos climáticos do fenômeno La Niña no Rio Grande do Sul até o fim do ano

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Prognósticos foram tema de reunião entre técnicos da Defesa Civil e Secretaria Estadual do Meio Ambiente. (Foto: Divulgação/Sema)

Uma reunião on-line com integrantes da equipe técnica da Sala de Situação da Sema (Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura) e os coordenadores de Defesa Civil estadual, nesta semana, avaliou as condições climáticas previstas para o Rio Grande do Sul até o fim do ano. O objetivo é elaborar estratégias e medidas para amenizar os efeitos da condição meteorológica.

De acordo com a meteorologista da Sala de Situação da Sema, Cátia Valente, o modelo disponibilizado pelo IRI (International Research Institute for Climate Prediction) indica que estamos entrando em um período de La Niña “capaz de modificar a distribuição de calor, concentração de chuvas e formação de estiagem ao longo dos próximos meses”.

No Brasil, o fenômeno La Niña provoca estiagem principalmente na Região Sul. A característica preponderante do fenômeno é o resfriamento da superfície das águas do Oceano Pacífico. “A primavera deverá ser marcada por períodos de chuvas irregulares e abaixo da média, probabilidade de tempo seco e com temperaturas elevadas”, detalhou Cátia.

Conforme o hidrólogo Lucas Giacomelli, “as chuvas dos últimos meses possibilitaram a recuperação das bacias na Metade Norte do Estado, bem como a reposição hídrica dos reservatórios subterrâneos”. A Região Sul gaúcha se mantém em situação de atenção, devido aos baixos volumes pluviométricos registrados.

Bacias

Na tarde desta quinta-feira (17), a Sema participou de outro encontro virtual, desta vez com diversas entidades, a fim de discutir o Programa Estadual de Revitalização de Bacias Hidrográficas, que receberá R$ 4,5 milhões de um convênio firmado com o Ministério do Desenvolvimento Regional.

O debate contou com representantes do Irga (Instituto Rio Grandense do Arroz), Corsan (Companhia Riograndense de Saneamento), Metroplan (Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional) e Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural).

Na pauta, ações já desenvolvidas pelas entidades e a proposta de um acordo de cooperação técnica. “Queremos unir esforços, avaliar ações e integrar o uso sustentável das águas, ouvindo os comitês de bacias e entidades relacionadas”, explicou o secretário-adjunto Paulo Pereira. “Trata-se de um programa permanente que deve ser levado adiante.”

A analista ambiental Karoline Turcato, do DRHS (Departamento de Recursos Hídricos e Saneamento) da Sema, apresentou o programa, o andamento das ações e os estudos que devem ser concluídos até 2022. Para o diretor da unidade, Paulo Paim, a ideia de revitalização vai além da aplicação de recursos: “O programa nos desafia a solidificar uma política pública eficiente e, além de captar recursos, captar projetos e estudos”.

(Marcello Campos)

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