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Brasil Especialistas discutem desafios para vencer fake news sobre vacinação

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(Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)

Parece que as fake news estão tomando todos os assuntos da internet. Agora, elas chegaram às vacinas. Nas mais de 100 notícias falsas desmentidas pelo Ministério da Saúde em um ano, as vacinações se destacam como um dos principais assuntos. Entre vídeos, textos e imagens, os conteúdos incluem relatos sem provas, pesquisas científicas derrubadas há décadas e argumentos sem fundamentação sobre falsos efeitos colaterais das dosagens.

O Ministério revelou que já respondeu 11,5 mil dúvidas recebidas no WhatsApp (61 99289-4640), conta destinada exclusivamente para verificar se informações que circulam nas redes sociais são verdadeiras. Uma das mensagens que viralizou no aplicativo de mensagens chega a afirmar que a vacina para gripe causa “buraco no braço”, e outra retoma a já amplamente desmentida relação entre vacinas e autismo.

Com isso, o principal tema discutido na Jornada Nacional de Imunização, entre os dias 4 e 7 de setembro, em Fortaleza, no Ceará, será a disseminação de notícias falsas. A vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai, conta que a jornada receberá especialistas brasileiros, representantes de outros países e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A médica aponta a facilidade de disseminação de informações e a descrença da população nas instituições como o cenário que estimula o agravamento do problema.

“É preciso que a gente esteja atento. A gente precisa entender que o trote virou uma coisa fácil. Antigamente, você pegava o telefone, fazia uma brincadeira, dava um trote na pessoa que estava atendendo, e isso acabava ali. Agora, isso se espalha com uma facilidade enorme”, diz a médica. “O problema hoje não é o antivacinismo. Esse movimento ainda é muito pequeno na América Latina e no Brasil. A gente tem, sim, boatos e fake news, mas isso é em todas as áreas”, ressalta Isabella.

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