Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2020

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Rio Grande do Sul Estado, Anvisa e Fraport alinham ações de vigilância ao coronavírus no Salgado Filho

Foram alinhados os procedimentos para casos suspeitos de coronavírus que entrem no Rio Grande do Sul via aérea.

Foto: Cesar Lopes/PMPA
Foram alinhados os procedimentos para casos suspeitos de coronavírus que entrem no Rio Grande do Sul via aérea. (Foto: Cesar Lopes/PMPA)

Representantes da SES (Secretaria da Saúde) estiveram nesta quarta-feira (29) reunidos no Aeroporto Internacional Salgado Filho com integrantes da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e da Fraport Brasil, administradora do aeroporto. Eles alinharam ações de identificação e fluxos sobre possíveis casos suspeitos de coronavírus que entrem no Rio Grande do Sul via aérea.

Desde terça-feira, o Ministério da Saúde passou a considerar como critério para caso suspeito a pessoa que esteve em qualquer região da China nos últimos 14 dias e que, no retorno ao Brasil, apresente febre e algum outro sintoma respiratório (tosse ou dificuldade para respirar). Até então, esse recorte geográfico estava delimitado a duas províncias do país asiático.

A reunião desta quarta-feira (29) também contou com a presença de representantes de prestadoras de serviços e companhias aéreas que operam no aeroporto, assim como Polícia Federal, Secretaria da Saúde de Porto Alegre, Grupo Hospitalar Conceição e Hospital de Pronto Socorro.

O plano de contingência prevê que, se for identificado – seja em terra ou durante o voo – um caso que se enquadre no critério de suspeito, as autoridades médicas (Anvisa, município e Estado) devem ser notificadas para a definição da medida a ser desencadeada. Para quadros de pacientes com sintomas leves, o aeroporto conta com posto médico com condição de isolamento e, dependendo da gravidade, a pessoa pode ser encaminhada para atendimento em um serviço médico.

A orientação aos serviços de saúde é que esses pacientes devam ser imediatamente isolados e tratados de acordo com a gravidade do quadro clínico. Os profissionais devem usar medidas de precaução padrão. Casos graves devem ser encaminhados para um hospital de referência, e os leves devem ser acompanhados pela atenção básica em saúde com a recomendação de isolamento domiciliar.

Desde que a classificação de risco da transmissão do novo coronavírus foi modificada de moderado para alto, a Secretaria da Saúde ativou o COE (Centro de Operações de Emergências), que conta com profissionais capacitados para conduzir os fluxos de ação em relação aos casos suspeitos.

As investigações sobre transmissão do novo coronavírus ainda estão em andamento, mas já foi identificada a disseminação de pessoa para pessoa. O vírus pode ficar incubado por duas semanas, período em que aparecem os primeiros sintomas. Ainda não está claro com que facilidade o vírus se propaga. Apesar disso, a transmissão costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro ou tosse.

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