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Colunistas Estado de emergência

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Temporal provocou estragos e deixou grande parte de Porto Alegre sem água e sem energia elétrica (Foto: Lucas Uebel/O Sul)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A prefeitura decretou estado de emergência em Porto Alegre devido à tempestade que se abateu sobre parte da cidade que provocou uma devastação com a queda de centenas de árvores, edifícios e casas sendo atingidos de uma forma nunca antes vista ou registrada.

Ora, se não existiu até agora, devemos admitir que os tempos são outros, e que, portanto, a cidade precisa urgentemente criar mecanismos diferentes, o famoso plano B. É importante, parabenizar as equipes da CEEE e do DMAE além de todos os outros órgãos que participaram nas ações para retomar minimamente a normalidade ainda não completamente, mas de forma compreensível na demora.

Eu fiquei mais de trinta e seis horas sem energia no condomínio e ainda na tarde do sábado ficamos sem água. Foi um caos. Devemos criar mecanismos de emergência em nossas comunidades? Instalação de geradores, brigadas de voluntários para atuar devidamente instruídos, maiores cisternas com água em maior volume seriam parte desse novo tempo? Para tanto creio que as autoridades e os especialistas deveriam admitir que, fazemos parte de regiões afetadas por tornados ou furacões?

Dizer que simplesmente não tem como prever antecipadamente eventos com o da última sexta feira não é suficiente, é urgente que os moradores das cidades expostas as mudanças climáticas sejam preparados para o caos. Por que o DMAE ainda não instalou geradores nas suas casas de bombas e distribuição de água?

E quanto a CEEE existe outra maneira de distribuir a rede de fios que levam a energia elétrica? Os fios deveriam estar abaixo da terra deixando para o passado a fiação em postes? A EPTC teria outro mecanismo para manter os semáforos funcionando? Sabemos que hoje, com qualquer vento ou mesmo uma chuva de pequena intensidade já temos equipamentos avariados provocando caos no trânsito.

E, como assim, os hospitais não possuem geradores obrigando os profissionais da saúde a viverem verdadeiros pesadelos em noites ou dias de chuva? A comunidade da capital e moradores de todos os municípios, com certeza, já estão receptivos a ideia de colaboração espontânea sempre que necessário for. Declarar estado de emergência é importante, claro, mas não dá mais para culpar São Pedro ou pedir auxílio a Santa Bárbara, precisamos evoluir e assumir a realidade.

Política da humildade

A presidenta Dilma fez o que já deveria ter feito no passado. Em um gesto de política de boa vizinhança, foi prestigiar o Congresso na abertura dos trabalhos legislativos de 2016. Humildade sempre produz bons resultados. Dilma que vive o pesadelo de um impedimento que pode ser decidido politicamente pelos deputados ou senadores sem qualquer preocupação com provas jurídicas. Estamos entrando em um período de tormentas legislativas. O ano promete ser atípico especialmente por ser um ano de eleições municipais. Os “interesses” medíocres de sonhos excitantes de poder podem nublar a boa politica voltada para o bem do povo. A internet pode ser um excelente mecanismo de controle popular contra políticos carreiristas.

Operação Lava-Jato

A ação política partidária que vem se sobrepondo as provas jurídicas pode provocar o maior mico da história do Judiciário brasileiro. Desde as primeiras notícias escandalosas sobre prisões de supostos corruptos com a prisão de grandes empresários relembrei uma piada antiga, me permitam tentar reproduzi-la: Um helicóptero com cinco pessoas a bordo caiu em um cemitério em Lisboa, ou seria Amsterdã, matando todos. A imprensa foi em massa dar cobertura ao terrível acidente. Duas semanas depois um repórter empolgado descrevia para o mais importante jornal na TV: Incrível senhores, mas passados quase quinze dias do acidente a defesa civil e os bombeiros ainda continuam a encontrar cadáveres! Deu para entender?

O barquinho comprado pela Dona Marisa Letícia foi apresentado como um iate nas manchetes. Buscando detalhes descobrimos que o tal barquinho custou pouco mais de quatro mil reais. Uma canoa levou a galega às manchetes como proprietária de um barco de luxo. Piada pronta. E o tríplex do Lula? Vão provar juridicamente a propriedade milionária do ex-presidente no ABC paulista ou o medo é outro. Lula já tem em sua história um duplex com sua primeira eleição e segunda garantidas pelo voto popular. Será que o medo não seria um tríplex eleitoral em 2018? Piada pronta. Vamos viver uma comprovação do Estado Democrático de Direito, um vexame jurídico, produzido por misturar política partidária com o direito constitucional. Aguardemos os próximos capítulos dessa novela empolgante; “Lava-Jato”.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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