Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 21 de janeiro de 2016
O mosteiro cristão mais antigo do Iraque foi reduzido a escombros, tornando-se mais um alvo da destruição implacável do grupo extremista EI (Estado Islâmico). Por cerca de 1,4 mil anos, o complexo sobreviveu a ataques do homem e a fenômenos da natureza, servindo como um centro da comunidade cristã local, atraindo fiéis de toda a região.
Fotos de satélite mostraram que o Mosteiro Santo Elias, na cidade de Mossul, foi completamente destruído, confirmando temores das autoridades religiosas. O complexo foi usado, ainda, como lugar de culto por soldados norte-americanos.
Abalado, o reverendo Paul Thabit Habib, 39 anos, olhou para as imagens que mostram o mosteiro de sua cidade natal antes e depois de ser destruído. “Eu não posso descrever minha tristeza”, disse. “Nossa história cristã em Mossul está sendo barbaramente destruída. Vemos isso como uma tentativa de nos expulsar do Iraque, eliminando e finalizando a nossa existência nesta terra.”
Religião
O EI, que rompeu com a Al Qaeda e agora controla grande parte do Iraque e da Síria, matou milhares de civis e forçou a fuga de centenas de milhares de cristãos, ameaçando uma religião que tem resistido na região há dois mil anos. Ao longo do caminho, seus combatentes destruíram edifícios, ruínas históricas e estruturas consideradas contrárias à sua interpretação do islã. (AP)
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