Terça-feira, 01 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 20 de janeiro de 2016
O BC (Banco Central) manteve na quarta-feira, por 6 votos a 2, a Selic (taxa básica de juros) em 14,25% ao ano. Foi a quarta reunião seguida em que a taxa foi mantida. A manutenção era esperada por 15 (ou 26,3%) dos 57 economistas ouvidos pela agência internacional Bloomberg. A maioria, 28 (49,1%), apostava que a Selic subiria 0,50 ponto percentual, para 14,75%. Já 14 (24,6%) previam alta de 0,25 ponto percentual, até 14,5%.
Uma nota do presidente do BC, Alexandre Tombini, divulgada na véspera da decisão fez muitos economistas mudarem suas projeções. No texto, ele afirmou que considerava “significativas” as novas projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional) indicando piora no cenário econômico brasileiro.
Para analistas, foi um recado do BC de que adotaria uma postura mais alinhada com o Palácio do Planalto, que prefere manter os juros inalterados para evitar mais abatimento econômico.
Fiergs
Apesar da manutenção da taxa de juros, alta da inflação ainda preocupa, disse o presidente da Fiergs (Federação das Indústrias do RS), Heitor José Müller. “Apesar da elevada taxa de inflação, o fechamento de vagas no mercado de trabalho certamente contribuiu para a decisão do Banco Central. Contudo, continuamos preocupados com as expectativas de inflação, que já sinalizam aumentos de preços acima de 7% para 2016”, destacou.
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