Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de fevereiro de 2016
O governo do Estado informou nesta sexta-feira (26) que parcelará os salários de fevereiro dos servidores. O anúncio foi feito pelo secretário da Fazenda, Giovani Feltes, em entrevista coletiva. Os cortes serão feitos em salários acima de 1.750 reais. O pagamento de até 1.750 reais será feito na próxima segunda-feira (29).
Para complementar os salários aos 348 mil vínculos do Executivo, a Fazenda dependerá do comportamento da receita nos primeiros dias de março, bem como do risco de novo bloqueio das contas pelo atraso da dívida com a União. A parcela de fevereiro é de 270 milhões de reais e não será paga na data prevista no contrato (último dia útil de cada mês), o que já vem correndo desde abril do ano passado.
A folha completa do Poder Executivo fechou o mês em 1,36 bilhão de reais. O valor líquido dos salários chegou a 1,014 bilhão de reais para os servidores da administração direta e autarquias. Os celetistas vinculados às fundações representam outros 25 milhões de reais. O restante são compromissos do Tesouro com as consignações (237 milhões de reais) e os tributos sobre a folha (84 milhões de reais).
Feltes, salienta que a crise que a economia do país atravessa está agravando de modo incisivo os problemas estruturais das finanças do Estado. “Todo o esforço em busca do equilíbrio das nossas contas tem sido consumido pela recessão. Perdemos mais de 1 bilhão de reais em receita no ano passado e nada indica que será diferente em 2016”, lamentou ele.
Segundo o secretário, a Fazenda já trabalhava com um déficit de 4,3 bilhões de reais no orçamento deste ano, mesmo após a mudanças nas alíquotas do ICMS. Este rombo chega a 6,8 bilhões de reais quando são acrescidos ainda compromissos que foram postergados de 2015 na ordem de 2,5 bilhões de reais.
Até mesmo a expectativa de incremento de receita com as novas alíquotas de ICMS estão se confirmando. “Esperávamos arrecadar algo perto de 160 milhões de reais a mais por mês, mas fevereiro chegou apenas em 119 milhões de reais. Neste ritmo, o aumento do imposto não cobrirá nem 25% do rombo deste ano”, acrescentou.
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