Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 21 de março de 2021
Para tentar frear a contaminação no Rio Grande do Norte, entrou em vigor um isolamento social mais rígido, só com atividades essenciais funcionando. Nas praias de Pernambuco, está proibido nadar e ficar na areia. Vários Estados do Nordeste também endureceram ou prorrogaram medidas de isolamento.
Com um sistema de saúde sobrecarregado, sobra desespero. A Guarda Municipal foi chamada para conter os ânimos, depois que o atendimento em uma UPA, na região metropolitana de Natal, fechou porque não tinha mais condição de atender pacientes.
Para tentar frear a contaminação no Rio Grande do Norte, entrou em vigor um isolamento social mais rígido em todo o Estado – só com atividades essenciais funcionando, são esforços para evitar tantas mortes.
Como a do vereador de Salvador pelo PL e ex-cantor do Olodum, Irmão Lázaro, que morreu na sexta-feira (19), depois de quase um mês internado em Feira de Santana, na Bahia. Ele tinha 54 anos.
Com a sobrecarga contínua nos hospitais, o governo baiano abriu mais 280 leitos na rede pública e prorrogou até o dia 29 o fechamento de serviços não essenciais em Salvador e em outras sete cidades da região metropolitana.
O toque de recolher, em todo o Estado, foi antecipado de 20h para 18h.
Prorrogação de lockdown também em Fortaleza, até dia 28. Mas, na manhã de sábado (20), houve aglomeração e três feiras livres precisaram ser dispersadas.
Nas praias de Pernambuco, nadar e ficar na areia estão proibidos. Os parques estão fechados e shoppings, restaurantes e o comércio de rua funcionam só com entregas.
O Estado está há dois dias em uma quarentena rigorosa. As medidas ajudaram a aumentar o isolamento social, mas ele ainda não chegou ao esperado. A taxa de pessoas em casa, calculada baseada no sinal de GPS dos celulares, pelo governo do estado foi de 41% nesta sexta (19) – índice considerado ideal por pesquisadores é acima dos 60%.
A preocupação é com a situação crítica do sistema de saúde. O pai de Anne, seu José Eduardo Ferreira, passou dois dias em uma enfermaria, esperando uma vaga de UTI, mas o suporte necessário não chegou a tempo.
“Meu pai não teve a oportunidade de tentar se salvar, o momento é de dor, mas serve de alerta”, disse Anne Ferreira.
A falta de leitos é realidade também nos hospitais particulares do Recife.
“Existem hospitais privados em que têm pessoas na emergência aguardando desocupar um leito de UTI e isso nunca foi visto na história da medicina aqui em Pernambuco. Então, é uma situação muito crítica”, explica o chefe de infectologia do Hospital Oswaldo Cruz Demétrius Montenegro.
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