Terça-feira, 02 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 2 de junho de 2026
O Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. (Foto: Reprodução)
Foto: ReproduçãoAs Forças Armadas dos Estados Unidos dispararam um míssil contra um navio que tentava navegar em direção a um porto iraniano, em violação ao bloqueio marítimo imposto por Washington. Segundo o Exército americano, a embarcação foi incapacitada durante a operação.
De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), o M/T Lexie, um petroleiro sem carga registrado em Botsuana, ignorou repetidos avisos emitidos pelas autoridades americanas ao longo de um período de 24 horas.
Em comunicado, o CENTCOM informou que uma aeronave militar norte-americana acabou atingindo a casa de máquinas da embarcação com um míssil Hellfire, tornando o navio incapaz de prosseguir viagem.
O comando militar não informou se houve feridos ou mortes entre os tripulantes do petroleiro.
Segundo Washington, este foi o sétimo caso de intervenção contra embarcações que tentaram romper o bloqueio aos portos iranianos desde o início da medida, em 13 de abril.
Na sexta-feira (29), as forças americanas também desativaram um cargueiro registrado na Gâmbia após a embarcação desobedecer às ordens de interromper a navegação rumo ao Irã, informou o CENTCOM.
Outras ações semelhantes ocorreram nas últimas semanas. Em 8 de maio, militares dos Estados Unidos dispararam munições contra as chaminés de dois petroleiros de bandeira iraniana para forçá-los a parar. Dois dias antes, em 6 de maio, uma aeronave militar atingiu o sistema de direção de outro navio iraniano com disparos de um canhão de 20 milímetros.
Já em 19 de abril, um navio registrado no Irã tentou atravessar o bloqueio e ignorou diversas advertências emitidas por um destróier americano. Segundo o CENTCOM, após ordenar a retirada dos tripulantes da casa de máquinas, o navio de guerra abriu fogo com seu canhão de 127 milímetros, atingindo o compartimento e interrompendo a viagem da embarcação.
O bloqueio foi anunciado pelos Estados Unidos após o agravamento das tensões envolvendo Irã, Israel e forças americanas na região. Segundo Washington, a medida tem como objetivo impedir o acesso marítimo aos portos iranianos enquanto persistirem os confrontos e as negociações diplomáticas permanecerem sem avanços.
O cenário de instabilidade também afeta o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás natural. Autoridades ocidentais acusam Teerã de restringir a navegação na região desde o início do conflito, elevando as preocupações sobre o abastecimento global de energia e a segurança do comércio marítimo internacional.
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