Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de dezembro de 2020
A Rússia anunciou a revisão de dados sobre covid-19 no país e divulgou um número de mortes três vezes maior. Foram 186 mil mortes por coronavírus, mais que o triplo das 55 mil registradas até então. Esses números tornam a Rússia o terceiro país com maior número de mortes por coronavírus no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (mais de 330 mil mortos) e Brasil (mais de 190 mil), segundo a agência de notícias AFP.
Os dados são do órgão de estatísticas Rosstat. Sem a nova atualização, o país aparece em oitavo lugar em número de mortes em contagem feita pela universidade norte-americana Johns Hopkins.
Eles contradizem o discurso do presidente russo Vladimir Putin que dizia ter controlado a pandemia de forma mais efetiva que os países ocidentais.
Segundo o Rosstat, o número de mortes “a mais” (excesso de mortalidade) registradas entre janeiro e novembro deste ano chegou a 229,7 mil pessoas, na comparação com o mesmo período de 2019.
E “mais de 81% da alta da mortalidade neste período se deve à covid-19, ou às consequências da doença”, afirmou a vice-primeira-ministra, Tatiana Golikova.
Vacinação
Uma pesquisa realizada na Rússia indica que 58% da população não pretende ser vacinada contra o novo coronavírus. De acordo com os dados divulgados pelo Centro Levada na última segunda-feira (28), mais da metade dos cidadãos ainda não querem receber as doses do imunizante porque pretendem esperar resultados definitivos dos testes clínicos ou por temerem efeitos adversos.
Enquanto isso, a Sputnik V, vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, já está sendo distribuída e aplicada pelo país.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, de 68 anos, tomará a Sputnik V, vacina contra covid-19 produzida no país. Ele apenas aguarda que “as formalidades sejam resolvidas”.
Putin já havia declarado que a vacina russa é eficaz e segura, e que não haveria motivo para não querer ser imunizado.
No último sábado (26), o Ministério da Saúde da Rússia autorizou a aplicação do agente imunizante produzido no território russo em pessoas com mais de 60 anos, já que, até então, a faixa etária dos aptos a receberem a aplicação era de 18 a 60.
O ministro Mikhail Murashko garantiu que os testes mais recentes confirmaram que o uso da Sputnik V não representa riscos para idosos e possui uma eficácia maior de 90% contra a covid-19 entre as pessoas dessa faixa etária.
A Rússia foi o primeiro país do mundo a registrar uma vacina contra a covid-19, em agosto.
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