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Mundo Estados Unidos declaram a varíola dos macacos como emergência de saúde

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O país identificou cerca de 1,6 milhão de pessoas que são altamente vulneráveis ao vírus. (Foto: Reprodução)

O governo dos Estados Unidos declarou nesta quinta-feira (4) que o surto de casos de varíola dos macacos é considerado uma “emergência de saúde pública”.

“Estamos preparados para elevar a resposta a este vírus a outro patamar e instamos todos os americanos a levar a sério a varíola do macaco e assumir a responsabilidade de nos ajudar a enfrentar este vírus”, disse o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Xavier Becerra.

Segundo o jornal “New York Times”, ao adotar a medida, as agências de governo vão receber dinheiro de fundos de emergência, contratar mais gente e agilizar a vacinação e tratamento dos doentes.

Emergência global

Ainda em julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia declarado uma emergência global por causa da varíola do macaco, pois havia confirmação de infecções pelo vírus em ao menos 70 países onde o patógeno nunca tinha sido identificado.

O governo americano está pensando em estratégias para aumentar o número de testes, de vacinas e o acesso ao tratamento.

Há cerca de 550 mil doses de vacinas, mas foram identificadas 1,6 milhão de pessoas consideradas altamente vulneráveis.

As infecções por varíola dos macacos nos EUA subiram para 5,8 mil, segundo atualização da última segunda (1º).

Os Estados de Illinois, Califórnia e Nova York já fizeram alertas para o surto da doença e declararam emergência. Quase metade dos casos de varíola dos macacos nos EUA foram detectados nessas localidades.

Com a mudança de status nas unidades federativas, todos os trabalhadores da área da saúde podem aplicar vacinas contra a varíola (algo semelhante à autorização legal para os farmacêuticos utilizarem as vacinas contra a covid).

Transmissão

A monkeypox é transmitida pelo contato com secreções, como gotículas, saliva, lesões, entre outras. Embora a maioria dos casos esteja associado a relação sexual, a varíola dos macacos não é uma infecção sexualmente transmissível propriamente dita. A transmissão pelo sêmen, por exemplo, ainda é alvo de investigação.

Entretanto, a alta taxa de transmissão de varíola dos macacos por contato sexual no surto atual – cerca de 95% dos casos, segundo estudo publicado na revista científica New England Journal of Medicine – levou a OMS a recomendar que as pessoas reduzam o número de parceiros sexuais, reconsiderar o sexo com novos parceiros e trocar detalhes de contato com novos parceiros.

Na ocasião, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da entidade, citou especificamente os homens que fazem sexo com homens. Embora a recomendação tenha sido considerada acertada por alguns especialistas, no que diz respeito à saúde pública, houve críticas a recomendação.

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