Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de junho de 2023
Os Estados Unidos e Taiwan assinaram, nesta quinta-feira (1º), um acordo comercial com o objetivo de aprofundar as relações econômicas entre os dois países. O governo da China não gostou e respondeu rapidamente.
A iniciativa assinada entre os dois países visa impulsionar o comércio por meio da harmonização dos controles alfandegários, assim como estabelecer medidas para lutar contra a corrupção nos EUA e na ilha.
Retomada do território
A questão é que a China considera que Taiwan é parte de seu território, e os chineses afirmam que têm plano de retomar o território no futuro.
Desde 1979, para não desagradar os chineses, o governo dos EUA não tem relações formais com Taiwan. No entanto, os americanos interagem de diversas formas (agora, com um tratado comercial). Por isso, se diz que os EUA agem com uma ambiguidade estratégica em relação a Taiwan.
Os EUA são o segundo maior parceiro comercial da ilha, e o governo americano é um de seus principais aliados e fornece armas.
Advertência da China
A China teme qualquer reaproximação entre Taiwan e outros governos, e enviou uma advertência.
Os EUA “não devem enviar sinais errados às forças de independência de Taiwan em nome do comércio”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, nesta quinta-feira.
A porta-voz pediu a Washington que evite assinar qualquer acordo “com conotações de soberania ou de natureza oficial com a região chinesa de Taiwan”.
Nos últimos anos, o governo chinês aumentou a quantidade de incursões militares por ar e água perto da ilha de Taiwan. Os últimos exercícios ocorreram em abril, quando a China simulou um cerco de três dias ao território insular.
As manobras militares foram uma resposta ao encontro entre a presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen, e o presidente da Câmara de Representantes dos EUA, Kevin McCarthy, na Califórnia.
Convite recusado
Em outra frente, o governo da China recusou um convite dos Estados Unidos para uma reunião, em Singapura, entre o secretário de Defesa americano, Lloyd Austin, e o ministro da Defesa chinês, Li Shangfu, feito no início do mês. O encontro ocorreria esta semana.
O Pentágono divulgou a resposta chinesa, em um comunicado, na segunda-feira, em que afirma que “a falta de vontade da RPC (República Popular da China) em participar de discussões de natureza militar não diminuirá o compromisso (do Departamento de Defesa) em buscar linhas abertas de comunicação com o Exército de Libertação Popular”. As informações são da agência de notícias AFP.
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