Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 31 de março de 2016
A Agência da Alimentação e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) agiu decisivamente a respeito da política sobre o aborto ao abrandar as exigências referentes ao uso da Mifepristona, a chamada “pílula do aborto”. A medida deverá ampliar o acesso a este procedimento.
Essa mudança é uma vitória para os defensores do direito ao aborto. Muitos médicos afirmam que as especificações originais da FDA estavam desatualizadas, e que as leis estaduais que exigiam que os profissionais se ativessem a elas contrariavam a prática médica aceita e dificultavam a realização do procedimento.
As inovações anunciadas na quarta-feira reduzem o número de vezes que as mulheres precisam ir até o consultório de um médico e aumentam o número de dias nos quais elas podem tomar o medicamento, afirmaram os especialistas. Essas novas especificações reduzem ainda a dosagem da Mifepristona, de 600 miligramas para 200 miligramas.
O medicamento – que funciona bloqueando os receptores de progesterona, um importante hormônio na gravidez – quando tomado juntamente com outra droga, o Misoprostol, induz o aborto. Como a FDA aprovou as mudanças para o remédio, alguns Estados americanos sancionaram uma série de leis diferentes destinadas a restringir o seu uso. (AE)
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