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Brasil “Estamos há nove meses sem um caso de corrupção no governo”, aponta o advogado-geral da União

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André Mendonça disse que “a iniciativa privada tem que refletir e fazer autocrítica de como participar de um novo modelo de País". (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

“Estamos há nove meses sem um caso de corrupção no governo”, declarou o ministro-chefe da AGU (Advocacia-Geral da União), André Mendonça, durante uma palestra na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Mendonça ressaltou que, desde o início do governo de Jair Bolsonaro, não houve casos conhecidos de corrupção dentro da estrutura federal. No entanto, ele lembrou que “há, porém, investigações envolvendo ministros supostamente ligados a um esquema de candidaturas laranjas no PSL”.

Na palestra, ele também cobrou que “a iniciativa privada tem que refletir e fazer autocrítica de como participar de um novo modelo de País”. “Em um País que se propõe a um governo sem corrupção, e nós estamos há nove meses sem um caso de corrupção no governo, também a iniciativa privada tem que refletir e fazer autocrítica de como participar de um novo modelo de País, onde o preço pactuado tem que ser o preço cumprido. Não vão se dar modulações em aditivos contratuais, que nos levaram a ter o maior caso de corrupção da história”, declarou o advogado-geral da União.

Supremo

A lista de evangélicos que poderiam ser indicados por Bolsonaro para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) é encabeçada pelo advogado-geral da União. Mendonça tem o apoio de parte da bancada religiosa no Congresso Nacional.

Mendonça também tem recebido elogios de ministros do STF, que se surpreenderam positivamente com a sua performance na defesa do governo na Corte. Os ministros ressalvam, no entanto, que ele é muito jovem para o cargo.

O nome do deputado federal Marcos Pereira (PRB-SP) também entrou na bolsa de apostas para o STF. Ele é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, comandada por Edir Macedo, dono da TV Record, que apoiou a eleição de Bolsonaro.

Na lista, também estão o ministro Humberto Martins, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), e o juiz Marcelo Bretas, da Lava-Jato no Rio de Janeiro.

Em um culto realizado na Câmara dos Deputados em julho, Bolsonaro afirmou que indicará para uma das vagas no Supremo um nome “terrivelmente evangélico”. Na cerimônia promovida pela bancada evangélica, na qual recebeu bênção do bispo licenciado da Universal Marcos Pereira (PRB-SP), o presidente lembrou que o Estado brasileiro é laico, mas ressaltou que isso não impede que ele seja “terrivelmente cristão”.

A indicação de ministros do Supremo é uma atribuição do presidente da República, que depois precisa ser aprovada pelo Senado. Até o final do seu mandato, Bolsonaro poderá indicar ao menos dois deles.

O primeiro ministro do Supremo que deve deixar a Corte é o decano Celso de Mello, que completa 75 anos – a idade de aposentadoria obrigatória – em novembro de 2020. A segunda vaga no STF deve ficar disponível com a aposentadoria de Marco Aurélio Mello, em julho de 2021.

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