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Saúde Estudo britânico testa esquemas com vacinas diferentes contra o coronavírus em adolescentes

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Objetivo é garantir eficácia com menor risco de efeitos adverso. (Foto: EBC)

Um estudo britânico vai analisar a resposta imunológica de adolescentes a esquemas heterólogos de vacinação, ou seja, com doses de diferentes vacinas contra covid-19. A pesquisa entra no debate sobre a aplicação da imunização nessa faixa etária.

No Reino Unido, adolescentes de 12 a 15 anos serão vacinados a partir da próxima semana, enquanto os de 16 a 17 anos já podem receber a primeira dose do imunizante da Pfizer/BioNTech desde agosto. No entanto, o governo britânico decidiu que a segundas dose será dada em uma data posterior, enquanto mais dados sobre os a eficácia nessa faixa etária são coletados.

O Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização do Reino Unido se recusou a recomendar vacinas para todos os adolescentes de 12 a 15 anos, citando a incerteza sobre o impacto de longo prazo da miocardite, um efeito colateral raro de vacinas baseadas em mRNA, como a Pfizer. A doença cardíaca geralmente se resolve em curto prazo, segundo especialistas em saúde.

Devido a preocupações semelhantes com a inflamação do coração, Hong Kong aconselhou que adolescentes recebam apenas uma dose.

O estudo, denominado Com-COV3, testará diferentes esquemas de vacinas em jovens de 12 a 16 anos, observando as respostas imunológicas e os efeitos colaterais.

“A preocupação aqui é sobre os riscos de miocardite, particularmente com a segunda dose da vacina Pfizer em homens jovens”, disse o pesquisador principal do estudo, Matthew Snape, do Oxford Vaccine Group.”Isso fornecerá ao comitê informações cruciais para informar seus conselhos sobre a imunização de adolescentes no Reino Unido”, disse ele.

O estudo dará a todos os participantes uma primeira dose da vacina Pfizer/BioNTech. Oito semanas depois receberão uma segunda dose completa ou meia dose da Pfizer, uma dose completa da vacina Novavax ou meia dose da vacina Moderna.

O estudo está recrutando 360 voluntários, não grande o suficiente para avaliar diretamente o risco de miocardite das diferentes combinações, que Snape disse ser de 1 em 15 mil após duas doses da da Pfizer em homens jovens. Mas, acrescentou ele, “seria reconfortante ver se houve uma resposta inflamatória mais baixa após uma dessas alterações em comparação com a Pfizer (seguida por) Pfizer”, e que pode ser “razoável inferir que os riscos de miocardite podem ser inferiores” nesses casos.

Snape está conduzindo outro teste em adultos, dando esquemas de vacinas mistos com intervalos de quatro e 12 semanas, e comparando as respostas. Ele disse que esses resultados viriam “muito em breve”.

Mudança no Brasil

No Brasil, o Ministério da Saúde passou a recomendar a vacinação apenas de adolescentes com comorbidades, diferentemente do que havia sido planejado. A decisão foi alvo de críticas de especialistas.

Salmo Raskin, médico geneticista e diretor do Laboratório Genetika, afirma que o cenário brasileiro é muito diferente do de Estados e Reino Unido:

“No Brasil, a taxa de mortalidade por covid na população pediátrica é sete vezes maior que nos EUA. Aqui, morreram 2.400 menores de 18 anos. Nos EUA, foram 400 e lá tem mais pessoas nessa idade do que aqui. No Reino Unido foram cerca de 25. Além disso, o número de brasileiros mortos por covid-19 nessa faixa etária, é maior do que o provocado por todas as doenças imunopreviníveis juntas”, alerta o geneticista. “Os casos de miocardite são leves, de fácil recuperação. A chance de uma criança ou adolescente ter, justamente, uma miocardite pela covid é 30 vezes maior do que ter o problema provocado pela vacina.”

Entidades médicas também se manifestaram contra a decisão do Ministério da Saúde. Nesta sexta-feira (17), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP publicaram notas, que se juntam às emitidas nesta quinta pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

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