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Geral Estudo mostra que molnupiravir reduz riscos de internação e morte por covid

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No grupo que tomou antiviral oral da Merck, apenas uma pessoa morreu, contra nove do grupo placebo. (Foto: Divulgação/MSD)

Um estudo sobre o medicamento molnupiravir de combate à covid-19 mostra que o antiviral oral é eficaz em diminuir o agravamento da doença, especialmente as mortes. A pesquisa, financiada pela farmacêutica Merck, foi publicada no New England Journal of Medicine.

Participaram 1.433 pessoas, das quais 716 receberam o molnupiravir e 717 receberam placebo. O risco de hospitalização e morte foi menor entre os que receberam o antiviral: 48 de 709 (6,8%), contra 68 de 699 (9,7%) no grupo placebo, com diferença de três pontos percentuais.

Na primeira análise, o risco de hospitalização e morte também havia sido menor entre os que receberam o antiviral: 28 participantes de 385 (7,3%), contra 53 de 377 (14,1%) no grupo placebo.

Uma morte foi relatada no grupo do molnupiravir contra nove no grupo placebo.

Os efeitos colaterais foram relatados em 216 de 710 participantes (30,4%) no grupo molnupiravir, índice menor do que no grupo placebo, em que 231 entre 701 pessoas relataram algum evento adverso (33,0%).

“O tratamento precoce com molnupiravir reduziu o risco de hospitalização ou morte em adultos em risco não vacinados com covid-19″, concluíram os pesquisadores.

O estudo de fase 3, duplo-cego, randomizado e controlado por placebo avaliou a eficácia e segurança do tratamento iniciado cinco dias após o início dos sintomas em adultos não vacinados que apresentavam covid leve ou moderada. Eles tinham pelo menos um fator de risco para doença grave e receberam 800 mg de molnupiravir (ou placebo) duas vezes ao dia por cinco dias.

Conheça o molnupiravir

O tratamento foi desenvolvido pela Merck & Co Inc. — MSD no Brasil — em parceria com a Ridgeback Biotherapeutics.

A MSD pediu, em 11 de outubro, uma autorização para uso emergencial à Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos. Conselheiros dos EUA se reunirão este mês para votar se o molnupiravir deve ser autorizado.

Também em outubro, a Fiocruz afirmou estar em “conversas avançadas” com a MSD para definir um modelo de cooperação técnica que permita a produção do antiviral contra a covid-19 pela fundação no Brasil. A MSD incluiu o Brasil em seus estudos de fase 3, que começaram no mês passado no país.

A farmacêutica tem interesse no país. Em nota enviada ao GLOBO, a MSD informou que está mantendo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) “a par sobre os resultados obtidos nas diferentes etapas de estudos clínicos deste medicamento” e que neste momento a fabricante está focada em “terminar de preparar o dossiê com todos os dados e documentos para que o uso emergencial seja analisado pela agência”. A empresa informou que “a submissão à Anvisa será solicitada nos próximos dias”.

Até o momento, os medicamentos indicados contra a covid-19 são o remdesivir, antiviral infundido da Gilead Sciences Inc., e o esteroide genérico dexametasona, ambos geralmente administrados apenas quando o paciente já foi hospitalizado.

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