Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 23 de fevereiro de 2017
Para conseguir o sucesso financeiro não basta ser pouco atraente, precisa ser mais do que isso. É isso que defende um estudo dos pesquisadores Satoshi Kanazawa, da Faculdade de Economia e Ciências Políticas de Londres, e Mary Still, da Universidade de Massachusetts, contrariando a ideia de que “bonitos sempre levam vantagem”.
A análise foi baseada em dados de uma importante pesquisa realizada desde 1994 nos Estados Unidos, chamada National Longitudinal Survey of Adolescent to Adult Health (Add Health). Este estudo acompanha regularmente cerca de 15 mil pessoas da adolescência até a idade adulta. O último recorte foi em 2008, com pessoas de idades entre 24 e 32 anos. A próxima será divulgada em 2018.
Os entrevistados classificaram os participantes em níveis de “atratividade” numa escada de 1 a 5 – de muito feio até muito bonito – e todos foram questionados sobre seus ganhos anuais. Com isso, os dados foram cruzados.
Os estudos anteriores levavam em conta somente as pessoas menos atraentes, sem tantas “nuances”. Ao colocar em análise os “muitos feios” (2,7% dos participantes), os pesquisadores perceberam que era a categoria que mais ganhava dinheiro, mais que os “muito bonitos” (8% do grupo) e mais que os “feinhos”.
Mesmo entre os “lindos”, a pesquisa enfatiza que estes raramente saem na frente por sua beleza no mundo corporativo e crava que geralmente um bom salário leva em questão um pacote de cinco pré-requisitos: saúde, inteligência, seriedade no trabalho, extroversão e menos neuroses.
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