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Política Evangélicos esperam “sinal” de Lula para se reaproximar do governo petista

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Lula terá de ultrapassar a resistência de parceiros e aliados mais à esquerda no partido.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula terá de ultrapassar a resistência de parceiros e aliados mais à esquerda no partido. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A possível cassação dos direitos políticos do ex-presidente Bolsonaro (PL) poderá ser a onda que faltava para uma boa parcela dos evangélicos no Congresso surfar em direção ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Esperamos uma palavra de paz e amor do presidente Lula. Uma palavra que até agora ele não se dispôs a nos dar”, diz o deputado e pastor Cezinha de Madureira (PSD-SP).

O problema é que setores do PT rejeitam com fervor religioso qualquer aproximação com as igrejas em cujos templos Bolsonaro colheu 70% dos votos do setor, contra 30% dados a Lula na eleição. Para aceitar a convivência com os evangélicos, que já estiveram ao seu lado em seus outros mandatos, Lula terá de ultrapassar a resistência de parceiros e aliados mais à esquerda no partido.

Embora tratados com certo desdém, na opinião do cientista político Antonio Lavareda, os evangélicos, se considerarmos as três maiores forças nas quais o bolsonarismo e os conservadores preservam uma maioria, o agronegócio e setores militares, seriam o espaço onde Lula poderia obter os melhores resultados em um menor espaço de tempo. Parte dos militares, nas três Forças, se mantém fiel ao ex-presidente. O agro tem um DNA conservador. Os evangélicos, provavelmente, seriam os mais facilmente resgatáveis.

“Na última pesquisa divulgada (Quaest), Lula tem no total 56% de aprovação, mas apenas 44% entre os evangélicos, que somam cerca de 30% da população. Então, se ele crescer 15 pontos nesse segmento, atingirá 60%, marca que praticamente nenhum outro presidente ou primeiro-ministro detém hoje no mundo, com exceção do indiano Narendra Modi”, exemplifica Lavareda.

O raciocínio não se baseia apenas no fato de que os evangélicos já estiveram com Lula. Mas, se o presidente não patrocinar a tese do aborto e a descriminalização das drogas, como não o fez até agora, a tendência é que sua aprovação cresça no segmento, fortalecendo uma nova aproximação com o grupo. Pesquisas, como a Quaest, divulgada na semana passada, apontam que o índice de aprovação do presidente no grupo evangélico, entre abril e junho, subiu de 39% para 44%, portanto acima da margem de erro, de 2,2 pontos porcentuais.

Diferentemente dos outros setores, o voto evangélico – cerca de 30% do eleitorado brasileiro – é um dos mais orgânicos no País. Bispos e pastores têm grande influência junto aos fiéis que costumam seguir as orientações dos líderes na hora de escolherem seus candidatos. E alguns desses pastores já trabalham pelo apoio há muitos meses por uma reaproximação a Lula, como Paulo Marcelo, também da Assembleia de Deus de Madureira.

O pastor Paulo Marcelo carrega um projeto que ele define como de longo prazo para uma nova relação entre o governo e os evangélicos. Toda a estratégia se baseia numa conta de que existiriam 157 mil templos no Brasil e 78 mil seriam igrejas independentes que podem atuar, segundo ele, como braços do Estado em suas comunidades.

A ideia de Paulo Marcelo, que, segundo conta sem muitos detalhes, já foi apresentada a Lula e teria sido elogiada, faria com que as igrejas ajudassem na implementação de políticas públicas para suas respectivas comunidades. O trabalho poderia ser custeado com a concessão de algum benefício governamental aos financiadores.

Pastores como ele dizem acreditar que somente chegando perto dos rebanhos será possível diminuir o peso da forte corrente evangélica que demoniza a esquerda, dando mais solidez ao discurso de apoio a Lula. Até agora, votos a favor do governo na Câmara e ideias não conseguiram abrir as portas do Palácio do Planalto, como eles gostariam. Mas, se o resultado do julgamento do pedido de cassação dos direitos políticos de Bolsonaro que está sendo votado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) for a favor da perda, a onda pode virar um tsunami.

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João Souza
28 de junho de 2023 20:08

Os evangelicos que vão atrás do nove dedos querem é dinheiro, $$$$$ que esperam que vai sobrar com a aprovação da reforma tributária. O nove já comprou um montão de politicos que se dizem ” honestos” “SQN”.

Jorge Bressan
29 de junho de 2023 00:30

Com certeza nenhum deles é mais ladrão que o Lula

Eloa Guterres
28 de junho de 2023 20:52

Lula, nao faça isso!! Gentalha ladra de pobres, merenda de escolas e mentirosos inescrupolosos tudo de ruim. Pergunta se nao são milionários? E se algum dia trabalharam? Tem uns que são donos até canais de Televisão. É mole? Bandidos tranvestidos de pastores!!!

Luiz Carlos Rozzo Bidio Rosa
29 de junho de 2023 09:31

O Que Ten de Picareta Con
A Biblia Enbaixo do Braço?

Vanderlei Ochoa
29 de junho de 2023 10:47

É bem simples: É só se afastarem do ASMODEUS que a aproximação será natural.

Endruweit Valmir Endruweit
29 de junho de 2023 13:40

Evangélicos aguardam ” sinal” em dinheiro vivo para se aproximarem do governo ladrão, quem participa ee governo corrupto é cumplice, e evangélicos estão até o pescoço em porcarias tanto moralmente quanto política, a fé desses canalhas est´na quantidade de dinheiro para gastarem “EM NOME DO SENHOR” com os dedinhos para cima.

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