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Mundo Ex-chefe da Marinha argentina é condenado a 45 dias de prisão por naufrágio de submarino

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O submarino ARA San Juan foi encontrado em novembro de 2018. (Foto: Reprodução)

Um ex-chefe da Marinha argentina foi condenado a 45 dias de prisão e outro oficial superior da corporação foi demitido devido às falhas que levaram ao naufrágio do submarino ARA San Juan, em 2017, no qual todos os 44 membros da tripulação morreram. As condenações foram decididas pelo Conselho de Guerra da Argentina e são as primeiras no âmbito de uma investigação disciplinar conduzida pelas Forças Armadas. Paralelamente, tramita ainda um processo criminal na Justiça Federal argentina sobre o caso.

O ex-comandante da Marinha, o almirante aposentado Marcelo Srur, recebeu a ordem de “45 dias de prisão rigorosa” por “ter informado de forma incompleta o Ministério da Defesa sobre os acontecimentos iniciais, evitando também que as informações fossem fornecidas aos parentes dos tripulantes”, segundo informou um comunicado do Conselho de Guerra, composto por comandantes do Estado-Maior Conjunto e um alto funcionário ministerial.

A maior sanção foi a demissão do ex-comandante da Força Submarina, Claudio Villamide, considerado culpado por “descuido ou descaso com as tropas e equipamentos sob seu comando”, entre outros delitos. Dois capitães ativos foram condenados a 20 e 30 dias de detenção, respectivamente.

Luis Tagliapietra, pai de um dos tripulantes do ARA San Juan e autor do processo judicial, considerou que as condenações do Conselho de Guerra “ficaram aquém”.

“Mas de qualquer maneira as sanções são importantes porque estarão vinculadas à investigação no sistema de Justiça”, disse à AFP.

Um ex-chefe de uma base naval no Sul do país já havia sido condenado a 15 dias de detenção. Dois outros ex-chefes, um de manutenção e outro de operações, foram absolvidos.

Em novembro passado, um tribunal ordenou uma investigação sobre a responsabilidade criminal do ex-presidente Mauricio Macri e de seu ex-ministro da Defesa, Oscar Aguad.

O submarino era um TR-1700 de fabricação alemã, com 66 metros de comprimento, que serviu de 1985 até novembro de 2017, quando sumiu dos radares durante o patrulhamento das águas argentinas, aparentemente devido a uma explosão interna causada por falhas técnicas.

A busca pelo submarino começou 48 horas após a última comunicação, em 15 de novembro de 2017. Treze países colaboraram. Sem sucesso no resgate, no entanto, a maioria se retirou, e até mesmo a empresa responsável pelas buscas, a americana Ocean Infinity, estava prestes a encerrar seus trabalhos quando o ARA San Juan foi encontrado, em novembro de 2018.

O submarino foi descoberto a cerca de 900 metros de profundidade nas águas do Atlântico Sul, a 500 quilômetros da costa argentina, por uma embarcação da Ocean Infinity, após mais de um ano de buscas. Devido às condições em que se encontrava, ele não pôde ser reflutuado. As informações são da agência de notícias AFP.

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