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Brasil Ex-deputado, ex-ministro e atual secretário de Transportes do Estado de São Paulo foi preso pela Polícia Federal

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Assessoria de Baldy disse que "medida é descabida". (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O secretário dos Transportes Metropolitanos do governo de São Paulo, Alexandre Baldy de Sant’Anna Braga, foi preso pela Polícia Federal (PF) em sua casa, no Jardins, na Zona Oeste de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (6). Ele chegou à sede da PF por volta das 12h, após passar por exames no IML de Santana, na Zona Norte da cidade.

Ele é um dos alvos da Operação Dardanários, que apura desvios na Saúde no Rio de Janeiro e em São Paulo, envolvendo órgãos federais.

Baldy, que foi deputado federal por Goiás e ministro das Cidades no governo do ex-presidente Michel Temer, é apontado por atos suspeitos antes de assumir a pasta no governo de São Paulo.

Segundo a investigação, ele usou da influência dos dois cargos para intermediar contratos, sobre os quais ganharia um percentual.

A TV Globo apurou ainda que, entre os contratos investigados, estão o de Organizações Sociais (OSs) com o Hospital de Urgência da Região Sudoeste Dr. Albanir Faleiros Machado (Hurso), em Goiás; com a Junta Comercial Goiana e com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa/Fiocruz).

Baldy teria oferecido vantagem a um colaborador para não entregar o esquema.

Em nota, a assessoria do secretário negou as acusações e disse que tomará providências para revogar a prisão temporária

O texto diz ainda que “foi desnecessário e exagerado determinar uma prisão por supostos fatos de 2013, ocorridos em Goiás, dos quais Alexandre sequer participou. Alexandre sempre esteve à disposição para esclarecer qualquer questão, jamais havendo sido questionado ou interrogado, com todos os seus bens declarados, inclusive os que são mencionados nesta situação. A medida é descabida e as providências para a sua revogação serão tomadas”.

De acordo com a PF, foram apreendidos R$ 90 mil em um imóvel do secretário em Brasília.

Em nota, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos disse que “colaborou junto à PF enquanto estiveram no prédio. Após as buscas, nenhum documento ou equipamento foi levado pela Polícia Federal”.

A prisão do secretário é uma das seis expedidas pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do RJ na operação.

Também são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em Petrópolis (RJ), São José do Rio Preto (SP), Goiânia e Brasília.

A operação é um desdobramento das investigações realizadas no âmbito das operações Fatura Exposta, Calicute e SOS.

Os suspeitos responderão pelos crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo a PF, dardanários são “agentes de negócios, atravessadores que intermediavam as contratações dirigidas”.

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