Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 24 de dezembro de 2015
O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, preso pela Operação Lava-Jato em Curitiba (PR), deixou nessa quarta-feira a Superintendência da PF (Polícia Federal) para passar o Natal e o Ano-Novo com a família, no Rio de Janeiro. Ele deverá ficar até o dia 2 de janeiro em casa monitorado por tornozeleira eletrônica e por escolta policial. No aeroporto da capital paranaense, o delator cruzou o saguão sem ser hostilizado. Curiosos bateram fotos dele e fizeram selfies à distância.
Porém, durante o voo, Cerveró foi vaiado, principalmente na chegada ao terminal Santos Dumont. Um carro da PF esperou pelo ex-diretor no pátio, enquanto a imprensa o aguardava diante da sala de desembarque. Cerveró, que ficou nas últimas fileiras do avião, ainda teve que ouvir gritos de “ladrão”.
Enquanto todos os passageiros e a tripulação saíram pela porta da frente do aparelho da Azul, Cerveró deixou o avião pela porta de trás, acompanhado de dois agentes federais. O delator não percebeu, mas escapou ileso de um perigo adicional: o lutador de MMA Cristiano Marcello, 38 anos, que chegou inclusive a participar de combates no UFC no passado, estava entre os indignados do voo. “Indulto de Natal? É um absurdo, deixa a gente muito revoltado”, protestou.
Marcello não ficou perto do ex-diretor da Petrobras, mas perguntado sobre o que teria vontade de fazer se estivesse próximo, disse: “Ah, sei lá. A vontade seria dar um golpe de boxe nele.” (AG)
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