Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 11 de agosto de 2015
Em documento enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), a defesa do ex-diretor da BR Distribuidora José Zonis negou que ele tinha sido promovido na Petrobras por ser uma indicação política do ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL). Entretanto, reconheceu que seu nome passou por referendo do congressista e do PTB.
Os advogados rechaçaram que ele tenha feito parte do esquema de desvios de recursos e pagamento de propina que se instalou dentro da estatal, como indicam delatores e suspeitam investigadores da Lava-Jato.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou ao STF que o grupo ligado a Collor recebeu 26 milhões de reais em propina de 2010 a 2014, sendo que as fontes dos repasses eram contratos de troca de bandeira de postos de combustível celebrado entre a Petrobras Distribuidora e a DVBR Derivados do Brasil. Collor negou envolvimento no esquema.
Propina a Collor
Zonis apresentou documentos ao STF para justificar suas movimentações financeiras e afirmou que, na época dos fatos, sua renda era formada pelo salário como diretor da BR Distribuidora em torno de 80 mil reais, além de remunerações como conselheiro da Liquigás e da Companhia de Distribuição de Gás Natural.
O dono da UTC, Ricardo Pessoa, afirmou em seu acordo de delação premiada que pagou 20 milhões de reais em propina para fechar contratos na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, e que parte disso seria destinado ao senador. (Folhapress)
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