Terça-feira, 04 de Agosto de 2020

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Esporte Ex-ginasta britânica denuncia abusos morais: “Devolveria todas as medalhas só para ser feliz”

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Ex-ginasta afirmou que os abusos nos treinos lhe provocaram ansiedade e depressão. (Foto: Reprodução)

Só cresce o número de denúncias no que já está se tornando uma escândalo de abusos morais na ginástica artística da Grã-Bretanha. Reforçando a série de relatos da última semana, uma ex-ginasta do país, que preferiu não se identificar, deu um depoimento afirmando que os abusos nos treinos lhe provocaram ansiedade e depressão.

Campeã mundial júnior, a jovem de 18 anos contou que desenvolveu um relacionamento prejudicial com a comida e sua aparência.

“Eu ainda estou obcecada por peso. Eu me peso todos os dias, duas vezes por dia, porque isso é tudo que eu já fiz. A imagem corporal é realmente difícil para mim. Eu odeio a minha aparência porque fui treinada para que esse corpo infantil seja ideal. Eu tenho essa batalha mental de arrependimento. Poderia ter uma vida normal se não tivesse feito ginástica. Eu devolveria todas as medalhas só para ser feliz”, disse a ex-ginasta, em entrevista ao diário britânico “The Telegraph”.

Entre os 10 e os 16 anos, a jovem foi submetida a um treinamento pesado na elite da ginástica britânica, com um controle severo no peso. Não poderia ganhar nem 100g. Mais uma história para reforçar a cultura de maus-tratos dos técnicos na Grã-Bretanha denunciada na semana que passou.

As ex-ginastas Catherine Lyons e Lisa Mason foram as primeiras a tornarem público os abusos, com relatos de treinos à exaustão e dieta forçada beirando a fome. Medalhistas no último Mundial, as irmãs Becky e Ellie Downie também ecoaram as denúncias, afirmando que abusos mentais são considerados normais na rotina do ginásio.

Ex-técnico

Mais um caso de abuso sexual abalou a ginástica artística dos Estados Unidos neste fim de semana. Ex-técnico da seleção do país, Terry Gray foi preso em Las Vegas na última sexta-feira (10) sob 14 acusações de atos indecentes com um jovem de 14 anos. Sem direito a fiança, o treinador de 52 anos está detido por molestar o menor e tem seu primeiro julgamento agendado para esta segunda (13). A pena máxima para esse crime no Estado de Nevada é prisão perpétua.

Segundo informações da “CNN” americana, os atos de indecência de Gray aconteceram entre 2007 e 2013 no clube Brown’s Gymnastics, de Las Vegas. No ano passado, o técnico foi suspenso por dois anos pela USA Gymnastics (Federação Americana de Ginástica) por má conduta sexual com um menor. Pelo menos até outubro de 2021, ele não pode ter contato com nenhum atleta ou clube federado à USA Gymnastics. Gray foi auxiliar de Mary Lee Tracy, técnica que participou da seleção americana na preparação para a Olimpíada de Sydney 2000.

A Polícia Metropolitana de Las Vegas investiga se o treinador fez mais vítimas.

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