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Brasil Ex-governador do Rio condenado a mais de 200 anos de prisão, Sérgio Cabral negocia delação premiada

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Cabral já foi condenado 13 vezes na operação Lava-Jato. (Foto: Agência Brasil)

Estão avançadas as negociações de Sérgio Cabral com a PF (Polícia Federal) para uma delação premiada. Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, tem ido, em média, duas vezes por semana à PF no Rio.

No cardápio exposto à PF, há um punhado de pessoas com foro privilegiado, especificamente ministros dos tribunais superiores – no plural. A opção de delação via PF foi escolhida após o Ministério Público Federal do Rio ser claro de que não tinha interesse no que Cabral tinha a contar.

Convocação

Sérgio Cabral vai depor, nesta semana, na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) que apura irregularidades no Rio Previdência durante a sua gestão. A informação é do presidente da CPI, Flávio Serafini (PSOL).

“A ideia com a convocação é entender se a captação feita pelo Rio Previdência no governo Cabral foi para financiar corrupção ou em benefício de empresas internacionais”, afirmou o parlamentar.

De acordo com a CPI, o rombo nos cofres do Rio Previdência chega a R$ 30 bi e foi provocado pela Operação Delaware – venda de royalties do petróleo a investidores estrangeiros em troca de dinheiro imediato – em 2014.

O ex-presidente do Rio Previdência, Gustavo Barbosa, negou qualquer tipo de motivação política nessa operação e afirmou que toda condução técnica foi feita com amparo do Banco do Brasil.

Em junho, a CPI Rio Previdência ouviu o ex-secretário de Fazenda do Estado do Rio, Sérgio Ruy Barbosa, que minimizou o impacto que as operações de antecipação de royalties causaram aos cofres do Rio de Janeiro.

“Durante sete anos e meio, ele permaneceu como responsável pelas finanças do governo Cabral, com quem tinha uma relação muito próxima, e assumiu que fez parte das decisões que fragilizaram a economia do Rio”, afirmou Serafini.

Ao longo da audiência pública, o ex-secretário defendeu a Operação Delaware, argumentando que foi a forma encontrada pelo governo naquela ocasião para sanear os problemas financeiros do Estado – entre eles, a fragilidade de caixa do Rio Previdência.

Prisões

Em 2016, Cabral foi preso na Operação Lava-Jato e tornou-se réu por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, sendo alvo da Polícia Federal nas operações Calicute, Eficiência, Fatura Exposta, Mascate e Unfair Play. Atualmente (julho de 2018) encontra-se preso no pavilhão Bangu 8 do Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Cabral também teve passagens anteriores polêmicas na Cadeia Pública José Frederico Marques, no próprio Complexo de Gericinó e no CMP (Complexo Médico Penal), na Região Metropolitana de Curitiba.

Até fevereiro de 2017, tornou-se réu pela quinta vez, acusado dentre os crimes por corrupção e lavagem de dinheiro. Em março tornou-se réu por evasão de divisas, corrupção passiva, e em abril tornou-se réu, pela sétima vez, por chefiar uma organização criminosa que fraudou licitações e formou cartel na reforma do Maracanã e no PAC das Favelas.

Em junho de 2017 se tornou réu pela décima vez, e no mesmo mês foi condenado a 14 anos e dois meses de prisão. Em setembro, foi condenado a 45 anos e dois meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Calicute.

Em dezembro de 2017 foi condenado pela quarta vez há mais quinze anos perfazendo 87 anos de reclusão no total e responde a outros treze processos na Justiça Federal do Rio. Até 28 de agosto de 2019, as penas impostas a Cabral já ultrapassam 233 anos de prisão.

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