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Política Ex-ministro Sérgio Moro sobe em popularidade nas redes sociais e se aproxima do ainda líder Bolsonaro

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Com demissão, ex-ministro disparou em ranking que mede presença digital, enquanto presidente teve perda

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Advogados do ex-ministro dizem querer evitar "interpretações dissociadas de todo o contexto das declarações". (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ao se demitir do Ministério da Justiça, o ex-juiz Sérgio Moro disparou em popularidade nas redes sociais e se aproximou do desempenho obtido por Jair Bolsonaro, segundo um ranking da consultoria de dados Quaest que analisa o alcance digital de líderes políticos nacionais.

Com a saída de seu auxiliar, o presidente viu despencar seu índice no monitoramento. Bolsonaro é o primeiro colocado no levantamento desde que ele foi criado pela empresa, em janeiro de 2019.

A repercussão da demissão também causou uma rara perda de seguidores pelo presidente, enquanto seu ex-ministro registrou ganho. O chamado IPD (Índice de Popularidade Digital), com pontuação que varia de 0 a 100, é medido a partir de dados de Twitter, Facebook e Instagram, além de YouTube, Google e Wikipédia. A classificação era mensal e passou a ser diária em março deste ano.

Na sexta-feira (24), data em que anunciou sua saída do cargo, Moro alcançou 52,1 pontos (acima dos 30,7 que teve no dia anterior), enquanto Bolsonaro registrou 75,8 (abaixo dos 82,9 de quinta-feira). A diferença entre os índices de ambos na sexta foi de 23,7 pontos.

A tendência de alta do ex-ministro e de queda do presidente continuou no sábado (25), com uma aproximação ainda maior de ambos. Moro chegou a 55,3, enquanto Bolsonaro caiu para 70,3 – uma diferença de 15 pontos.

A consultoria também monitorou o desempenho de nomes como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o apresentador e pré-candidato à Presidência Luciano Huck (sem partido) e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), que ganhou protagonismo com a pandemia do coronavírus.

A demissão de Mandetta, no dia 16 deste mês, após uma série de desgastes com Bolsonaro, desencadeou uma situação parecida com a de Moro. O ex-titular da Saúde cresceu em popularidade e chegou a ficar apenas 10 pontos atrás do presidente.

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