Domingo, 28 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 16 de abril de 2026
O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, preso na 4º Fase da Operação Compliance Zero.
Foto: Divulgação/BRBO ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, preso de forma preventiva na manhã dessa quinta-feira, dia 16, por supostamente ter recebido R$ 74 milhões em propinas do esquema com o banco Master, negava qualquer ato ilícito de sua gestão à frente da instituição financeira, mesmo após as três fases da Operação Compliance Zero e a divulgação do relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que referendou as ações do Banco Central no caso.
Por outro lado, ele dizia a interlocutores que seu celular não deixaria que fosse criminalizado sozinho dentro do banco e no governo do Distrito Federal. A frase foi proferida após as declarações do ex-governador Ibaneis Rocha, que negava ter determinado a compra do Master e que teria sido convencido por Paulo Henrique de que a operação era vantajosa para o BRB. “Não sei passar um Pix”, disse Ibaneis, para justificar o seu baixo entendimento sobre o setor bancário.
Paulo Henrique afirmava que uma operação “desse tamanho”, como a do Master, não poderia ocorrer somente com a sua determinação, e que tudo era referendado por atas, apresentações, pareceres da secretaria de Economia do DF, da procuradoria do DF e de assessores externos. Ou seja, tinha o aval do governo do DF, e, em última instância, do próprio governador.
Os diálogos de mensagens de Whatsapp trocadas entre Paulo Henrique e Daniel Vorcaro revelam não só proximidade entre os dois, mas o combinado do que seria a propina a ser paga ao então presidente do BRB. Segundo a PF, o valor total chegaria a R$ 146 milhões, por meio da aquisição de seis imóveis de luxo em São Paulo e Brasília, e que R$ 74,6 milhões teria sido efetivamente pagos.
As mensagens enfraquecem a linha de defesa de Costa. Ele dizia que não sabia que as carteiras de crédito do Master eram podres, pelo contrário, que foi o próprio BRB que descobriu o problema e comunicou ao Banco Central.
Também alegava que as operações que foram feitas em 2024, com créditos originados pelo próprio Master, estavam dando lucro ao BRB. E que as carteiras com problemas, que foram originadas pela Tirreno e revendidas ao BRB pelo Master em 2025, haviam sido substituídas por outros ativos de qualidade. O BRB, portanto, não teria prejuízo algum com a operação.
Com a prisão preventiva, Paulo Henrique pode ter incentivos para também fechar um acordo de delação premiada. Mas, antes, terá que confessar a prática da conduta criminosa.
(Com O Estado de S.Paulo)
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Outro que deve ter muito o que falar. Pena que os poderes constituídos lutem constantemente para que a verdade não apareça.
Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa foi preso nesta quinta (16). À época em que comandava o banco, a instituição financiou um imóvel de R$ 5,9 milhões comprado por Flávio Bolsonaro em Brasília
O governador Ibaneis acha que vai se esquivar da trambicagem! E a atual governadora pedindo salvação ao governo Federal. Bem que lhe foi negada. Extrema direita sempre agindo.
Marginais da direita golpista assaltando o Brasil. Imaginem se o golpe da direita golpista tivesse dado certo. Os marginais da direita golpista assaltaram mais uma vez os cofres públicos como fizeram no golpe de 64. Prisão Perpétua para essa gente da direita golpista.
Campos Neto tem muito a falar