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Brasil Ex-presidente do Supremo Joaquim Barbosa diz que política virou coisa desagradável e não quer se candidatar

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“Nada em vida pública me encanta mais”, declarou o ex-chefe da Corte Suprema (Foto: Pedro Ladeira/Folha Imagem)

 

Em Israel para receber o título de doutor honoris causa, da Universidade  Hebraica de Jerusalém, outorgado no domingo (31), o ministro aposentado e ex-presidente do STF (Supremo  Tribunal Federal) Joaquim Barbosa afirmou que a política no Brasil se tornou uma coisa desagradável. Vem dessa avaliação sua falta de vontade para disputar qualquer cargo eletivo. “Nada em vida pública me encanta mais”, declarou.

Para Barbosa, que se tornou célebre com o julgamento do mensalão, o País aprendeu muito com o escândalo que financiava deputados da base aliada do PT com recursos desviados de contratos públicos. “No Brasil, os operadores do sistema de Justiça têm mecanismos de defesa. Juízes têm garantias de independência muito forte. O Ministério Público também, sem interferência de governo”, disse o ex-ministro.
Ele, no entanto, se recusa a falar sobre o julgamento que lhe trouxe fama: “Quanto ao mensalão, isso é coisa do meu passado. Agora estou em outra”.

Lava-Jato

Barbosa contou não acompanhar as apurações da Operação Lava-Jato, sobre desvios na Petrobras.
Disse, no entanto, não acreditar que o mensalão teria tido um final diferente caso houvesse tantos casos de delação premiada como ocorre atualmente. “São momentos diferentes.”

O ministro aposentado, que abriu uma empresa de palestras e tem se apresentado no Brasil e no exterior desde que deixou o cargo em 2014, após 11 anos de Supremo, afirmou que os críticos do Judiciário esperneiam, mas não conseguirão que ele deixe de cumprir seu papel de vigia do poder. “Existe instituições que são permanentes, independem de que esteja ali no momento político e assume o poder temporariamente. Ele tem que ser vigiado”, disse.

Doutor honoris causa

O ex-ministro foi indicado pela Sociedade Brasileira dos Amigos da Universidade Hebraica de Jerusalém para receber o título de doutor honoris causa, o primeiro internacional de sua carreira. Barbosa foi descrito pelos organizadores como proeminente figura pública cuja história do triunfo sobre a desigualdade e a firme oposição à corrupção tem inspirado milhões de pessoas. (Folhapress)

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