Terça-feira, 11 de Agosto de 2020

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Brasil Ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro é preso por suspeita de irregularidades em contratos assinados durante a pandemia

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A prisão de Edmar Santos é um novo desdobramento da Operação Mercadores do Caos

Foto: Reprodução de TV
Ex-secretário de Saúde Edmar Santos foi preso na sexta-feira. (Foto: Reprodução de TV)

O ex-secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro Edmar Santos foi preso, na manhã desta sexta-feira (10), no seu endereço residencial em Botafogo, na Zona Sul da capital fluminense.

Investigado por suspeita de irregularidades nos contratos de saúde do RJ durante a pandemia de Covid-19, ele vai responder por peculato – corrupção cometida por funcionário público – e organização criminosa.

Há suspeitas de fraudes, inclusive já apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado, em alguns contratos firmados sem licitação, entre eles, o de compra de respiradores, oxímetros e medicamentos e o de contratação de leitos privados. O governo do RJ gastou R$ 1 bilhão para fechar contratos emergenciais.

A prisão de Santos aconteceu durante uma operação do Ministério Público Estadual. A informação inicial era que de ele havia sido detido em Itaipava, na Região Serrana, onde tem uma casa. Mas, por volta das 7h50min, o órgão confirmou que ele foi encontrado no seu apartamento em Botafogo.

Santos e outras sete pessoas são acusados pelo Ministério Público de improbidade administrativa. A prisão de Santos é um novo desdobramento da Operação Mercadores do Caos, que também cumpriu mandados de busca e apreensão na outra casa dele em Itaipava. Todos os mandados foram expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Criminal Especializada da capital do RJ.

A Justiça também autorizou o acesso e extração do conteúdo armazenado nos materiais apreendidos, como telefones celulares, computadores e pen drives, inclusive de registros de diálogos telefônicos ou telemáticos, como mensagens SMS ou de aplicativos como WhatsApp.

Além disso, foi deferido pela Justiça o arresto de bens e valores de Edmar até R$ 36.922.920, que, segundo o MP, é equivalente aos recursos públicos desviados em três contratos fraudados para aquisição dos equipamentos médicos.

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